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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Estudo da Unifesp estima que 11,7 milhões de brasileiros são dependentes de álcool


Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Mais da metade das bebidas alcoólicas comercializadas no país (54%) são consumidas por 20% das pessoas que bebem. O dado consta do 2° Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) divulgado hoje (10) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em termos gerais, o estudo estima que 11,7 milhões de brasileiros são dependentes de álcool.
Para o professor Ronaldo Laranjeira, organizador da pesquisa, essa proporção demonstra o padrão de consumo de álcool no Brasil. "Apesar de 50% [da população brasileira] não consumirem bebida alcoólica, os que bebem, bebem de maneira abusiva", disse.
O 2º Lenad foi feito em 149 municípios em todas regiões do país. Foram entrevistadas 4.607 pessoas com acima de 14 anos de idade. De acordo com os pesquisadores da Unidade de Pesquisas em Álcool e Droga (Uniad) da Unifesp, a mostra é representativa da população brasileira. O primeiro levantamento foi feito em 2006.
O estudo constatou que houve um aumento de 20% na quantidade de brasileiros que consomem álcool uma vez ou mais por semana. Também houve aumento no número de pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool (quatro unidades para mulheres e cinco para homens) em um curto período de tempo (duas horas). Entre esses consumidores, essa forma de beber passou de 45%, em 2006, para 59% no ano passado.
A pesquisa destaca o aumento do consumo de álcool abusivo entre as mulheres. A proporção das que passaram a beber uma vez ou mais por semana cresceu 34,5% em seis anos, passando de 29% para 39%. Outro indicador que demonstra esse comportamento nocivo é o que avalia o consumo de álcool em relação ao tempo. As que ingerem quatro doses em até duas horas passaram de 36%, em 2006, para 49% no ano passado.
De acordo com os pesquisadores, quando comparado a outros países, no entanto, a taxa de pessoas que não bebem no Brasil é baixa, cerca de 50%. Na Argentina, por exemplo, os bebedores chegam a 84% da população, informou a pesquisadora Ilana Pinsky, que fez parte da comissão organizadora da pesquisa. "Apesar dessa diferença, o índice dos argentinos que bebem abusivamente é parecido com o nosso. Essa é uma característica do nosso país", explicou.
Entre os fatores que podem explicar o crescimento desse modo nocivo de beber, está a ascensão econômica da população nos últimos anos. "A grande mudança de 2006 para cá foi o aumento da renda, especialmente nas classes C e D. Quem não bebia continua não bebendo. Por isso não tivemos aumento do número de bebedores. Agora, quem já bebia vai ter a tendência de poder investir mais", apontou.
Laranjeira destaca ainda, como explicação para o aumento do consumo abusivo, a falta de política pública que desincentivem a ingestão de bebidas alcoólicas. "O mercado do álcool permanece intocado. Temos 1 milhão de pontos de venda que são estimulados a aumentar cada vez mais o consumo. Além do baixo preço de bebidas e as propagandas que estimulam os mais jovens a beber", ressaltou.
O professor avalia que as mudanças alcançadas no comportamento de beber e dirigir são exemplos de como as políticas orientadas nesse sentido podem gerar resultado. "Hoje, a única medida que existe em relação ao álcool em termos de fiscalização é a Lei Seca", disse. O levantamento mostra que houve redução de 21% na proporção de pessoas que relatam ter dirigido após consumir álcool. A maior queda ocorreu na Região Nordeste, com uma diminuição de 43%. Somente no Centro-Oeste houve aumento, de 37% para 40%.
O estudo traz ainda dados que relacionam violência ao consumo de bebidas alcoólicas. Em relação à violência na infância, por exemplo, das pessoas que foram agredidas fisicamente quando crianças, 20% delas apontaram que o agressor estava alcoolizado. Nos casos de violência doméstica, a presença do álcool foi apontada em 50% das respostas. Em termos estatísticos, isso representa 3,4 milhões de pessoas agredidas em casa por alguém alcoolizado.


Movimento reúne mais de 1,2 milhão de assinaturas em defesa dos 10% do PIB para saúde


Da Agência Brasil

Brasília – O Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, em parceria com mais de 70 entidades, conseguiu reunir 1 milhão 250 mil assinaturas em defesa do projeto de elevar o investimento em saúde pública a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). São esperadas 1,5 milhão de assinaturas de apoio à proposta. A informação foi dada hoje (10), dia em que o movimento promoveu uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para chamar a atenção para a causa.
Segundo o coordenador do Movimento Saúde+10, Ronald Ferreira dos Santos, o objetivo da marcha é “defender o Sistema Único de Saúde [SUS], por meio de projeto de lei de iniciativa popular, para garantir 10% das receitas correntes brutas para a saúde”.
De acordo com Santos, cerca de 1,5 mil pessoas participaram da manifestação. Já a Polícia Militar estimou que 500 pessoas estiveram na esplanada em prol da causa. “Aqui, tem atores com os mais diferentes interesses. Essa proposta conseguiu unificar diversas entidades em um proposta única: os 10%”, disse o coordenador.
Ivone Evangelista Cabral, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), que esteve ontem (9) na esplanada para lutar pela aprovação do projeto que estipula a jornada da categoria em 30 horas semanais, voltou nesta quarta para, em frente ao Congresso Nacional, “reforçar a tese de que o Brasil precisa de 10% do PIB aplicado à saúde porque isso é um direito do cidadão”.
Para a integrante da diretoria do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Monalisa Barros, o conselho, junto com outras entidades nacionais, reivindicam verbas suficientes para atender à sociedade brasileira. “O SUS já promoveu uma grande modificação na saúde brasileira, mas está sempre pela metade”. Quanto à psicologia, Monalisa Barros disse que “a gente defende que a saúde mental seja ofertada de forma integral, no âmbito da assistência e no âmbito da saúde e não no âmbito judicial”.
Segundo o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, as entidades terão mais 30 dias para recolher o restante das assinaturas. “Acreditamos que, em breve, viremos ao Congresso trazer mais de 2 milhões de assinaturas do povo brasileiro para melhor financiamento da saúde”.

Edição: Lana Cristina

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Oficina interregional de Implantação das Ouvidorias do SUS


A secretaria da Saúde do Estado do Ceará, por meio de sua Ouvidoria Geral e da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, realizou no dia 02 de abril de 2013 no auditório na Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia, em Sobral, a Oficina interregional de Implantação das Ouvidorias do SUS.
Participaram ouvidores e secretários de saúde de vinte e dois municípios da 11ª CRES.
O evento teve como objetivo qualificar os municípios cearense para a implantação de Ouvidorias, tendo em vista o processo de contratualização realizado no Contrato Organizativo de Ação Pública - COAP com relação ao indicador 13.1, que trata das ouvidorias do SUS.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

I Reunião do Fórum Regional de Conselheiros de Saúde de Sobral/2013


A I Reunião do Fórum Regional de Conselheiros de Saúde foi realizada no dia 22 de março de 2013, no auditório da Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia em Sobral, com a participação dos Conselheiros dos municípios de Alcântaras, Cariré, Catunda, Coreaú, Forquilha, Frecheirinha, Graça, Groaíras, Hidrolândia, Ipu, Irauçuba, Massapê, Meruoca, Moraújo, Pacujá, Reriutaba, Santa Quitéria, Santana do Acaraú, Sobral, Uruoca e Varjota. A abertura da reunião foi feita pelo Coordenador do Fórum Sr. Francisco Anastácio Dourado Félix. A mesa foi formada com Dr. Olivan de Sousa Queiroz - secretário de saúde de Sobral, Sr. Antonio Manoel Ferreira - presidente do CMS de Sobral, Sr. Anastácio Dourado Félix - Coordenador do Fórum, Nina Girão de Lima - representante do CESAU e Sr. José Otaviano Lopes Filho - representante da 11ª CRES e secretário executiva do Fórum que leu a Ata da IV Reunião do Fórum Regional/2012 e em seguida foi aprovada pela planária. A palestrante foi Dra. Rogena Weaver Noronha Brasil, que falou sobre a Estrutura e Funcionamento dos Conselhos Municipais de Saúde. O Tema foi bem debatida com a participação efetiva dos Conselheiros de Saúde presentes no Fórum. Estiveram presentes os Secretários Executivos dos referidos Conselhos. Tivemos o apoio técnico do Sr. José Airton Franca Vieira - fotografia e documentação. No final do evento os conselheiros em sua maioria decidiram que o primeiro Seminário do Controle Social será na cidade de Santana do Acaraú no dia 17 de abril de 2013. Ficou decidido que o II Fórum será no dia 13 de junho da Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia em Sobral no horário de 8h as 13hs.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Primeiras cirurgias realizadas no Hospital Regional Norte

Paciente Benedito Soares no centro cirúrgico do Hospital Regional Norte


O Hospital Regional Norte realizou na manhã desta segunda-feira, 18 de março, as primeiras cirurgias, conforme estava definido no cronograma de funcionamento do novo hospital, construído pelo governo do Estado em Sobral para atender a população de 1 milhão e 550 mil habitantes dos 55 municípios da macrorregião. Os dois primeiros pacientes operados são dos municípios, de Sobral e de Forquilha. De Sobral, uma paciente com 33 anos de idade foi submetida a uma cirurgia de hérnia. Já no morador de Forquilha, com 63 anos de vida, os médicos cirurgiões fizeram a retirada de um tumor na perna. Ambos, atendidos no hospital dia no HRN, estão bem. Ele já recebeu alta no início desta noite de segunda-feira e vai aguardar o resultado da biópsia em casa. Ela deve receber alta até o final da noite. No hospital dia do HRN podem ser feitas até 16 cirurgias por dia.
Paciente Marcia Maria após cirurgia e com profissionais de saúde do HRN



Os pacientes operados fizeram todo o pré-operatório no Hospital Regional, que inclui as consultas, exames laboratoriais e ainda os radiológicos no Centro de Imagem. Desde o dia 28 de fevereiro no Centro de Imagens são realizados agendamentos de exames, como raio-x, endoscopia, colonoscopia, broncoscopia, cumprindo a data estabelecida no cronograma de funcionamento do HRN. No hospital dia há quatro salas cirúrgicas, mas em todo o hospital esse número aumenta para 17 salas. Em maio, no dia 20, o centro cirúrgico geral estará funcionando, a última etapa do cronograma.

Só especialistas em cirurgia geral, são 37 médicos. Em anestesiologia, foram aprovados 34 médicos na seleção pública realizada para contratação dos 1.641 profissionais de todo o hospital. No total, são 347 médicos  especialistas em 18 áreas: além de cirurgia geral, neurologia, traumatologia, clínica médica, mastologia, cardiologia, ginecologia, obstetrícia, urologia,  cirurgia plástica, gastroenterologia, otorrinolaringologia, oftalmologia,  hematologia, nefrologia, radiologia, infectologia,psiquiatria. Há ainda odontologia para cirurgia buco-maxilo-facial, já que uma das principais referências do HRN, é assistência em traumas, fisioterapeuta, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, psicologia e serviço social.
O HRN tem ao todo 382 leitos. São 199 leitos de internação em enfermaria. As internações, conforme cronograma de funcionamento, começarão dia 30 do próximo mês.
Assessoria de Comunicação da Sesa

sexta-feira, 15 de março de 2013

I Reunião do Fórum Microrregional de Conselheiros de Saúde 2013

Será realizada no dia 21 de março de 2013 de 8 as 12 horas na Escola de Formação em Saúde da Família de Sobral, a I Reunião do Fórum Microregional de Conselheiros de Saúde, tendo com proposta de pauta: Estrutura e Funcionamento dos Conselhos Municipais de Saúde. . Está previsto a participação de 100 (cem) conselheiros de saúde representando os 24 municípios da 11ª Regional de Saúde de Sobral. Sabemos que para o total sucesso da I Reunião do Fórum de 2013, faz-se necessário a presença e a efetiva participação de todos para o fortalecimento do controle social no SUS.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Medicamentos serão reajustados a partir de 30 de março

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Remédios poderão ter os preços reajustados a partir do dia 30 de março, segundo autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), formada por uma equipe interministerial liderada pelo Ministério da Saúde. A autorização com os critérios de composição dos ajustes dos preços foi publicada hoje (12) no Diário Oficial da União.
Para esses reajustes, serão consideradas as expectativas de inflação, de ganhos de produtividade das empresas de medicamentos e o preço dos insumos usados na produção dos remédios. Para a inflação, deverá ser usado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado entre março de 2011 e fevereiro de 2012, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).