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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Artigos sobre dengue, filariose linfática e leptospirose são destaque em revista

Maíra Menezes / Ascom IOC

Além de um editorial sobre o vírus ebola, a edição de dezembro da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz traz entre os destaques pesquisas sobre dengue, filariose linfática e leptospirose. Analisando mais de 500 fêmeas de Aedes aegypti coletadas durante uma epidemia de dengue no Rio de janeiro, cientistas dos Estados Unidos e da Fiocruz revelam que os mosquitos de tamanho maior são os vetores mais perigosos da doença. Um estudo do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (Fiocruz-Pernambuco) e da Universidade Federal de Pernambuco aponta que técnicas de PCR (Polimerase Chain Reaction) são capazes de detectar o DNA da filária Wuchereria bancrofti em amostras de urina de pacientes, o que pode facilitar o diagnóstico da filariose linfática e contribuir para alcançar a meta de eliminação da doença até 2020.

Já um artigo de cientistas de Espanha, Suécia e Chile mostra que a presença de bactérias causadoras da leptospirose em uma região pode ser avaliada a partir do estudo da infecção em lobos, indicando que animais considerados grandes predadores podem ser usados como sentinelas para identificar a presença de patógenos. No editorial da publicação, os pesquisadores José Rodrigues Coura e Hooman Momen discutem a epidemia de ebola na África ocidental e os riscos de introdução do vírus no Brasil. Os editores da revista detalham as medidas adotadas até o momento pelo governo brasileiro e recomendam que todas as unidades da federação sejam preparadas para diagnosticar e tratar casos da doença. A edição de dezembro das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz pode ser acessada gratuitamente online, clicando aqui.

Vírus ebola: situação na África e recomendações para o Brasil
Um editorial elaborado pelos editores da revista, José Rodrigues Coura e Hooman Momen, discute as características da atual epidemia de ebola na África ocidental e apresenta recomendações considerando os riscos de introdução do patógeno no Brasil. Os cientistas afirmam que os países mais afetados desde o início do surto são Guiné, Libéria e Serra Leoa, mas já foram registrados casos de transmissão da doença em outras cinco nações: Nigéria, Senegal e Mali, na África, e Estados Unidos e Espanha, fora do continente africano. Segundo eles, o risco de introdução do vírus no Brasil foi estimado em 5% por um estudo da Northeastern University, dos EUA, e ainda que este número seja baixo, o país precisa estar preparado. Considerando o tamanho do Brasil e o fato de que não é possível prever onde ou quando surgirá o primeiro caso de ebola no território nacional, os autores argumentam que a centralização dos testes de diagnóstico em um único laboratório e do tratamento dos doentes em apenas um hospital – conforme implementado pelo Ministério da Saúde – pode ser de difícil execução. Assim, eles sugerem que todas as unidades da federação tenham centros preparados para lidar com o patógeno e apresentam uma lista de medidas que podem ser adotadas para implementar esta recomendação.

Mosquitos Aedes aegypti maiores são mais aptos a transmitir a dengue
O perfil das fêmeas do mosquito Aedes aegypti com maior capacidade para transmitir a dengue foi apontado por um estudo de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e das universidades Estadual de Illinois e da Flórida, nos Estados Unidos. A pesquisa começou a partir de características observadas em laboratório, que originaram duas hipóteses. De um lado, fêmeas que se desenvolvem em criadouros com muitas larvas sofrem impactos da competição por alimento e possuem um tamanho menor quando adultas. De outro, aquelas que crescem em criadouros com menos competição se tornam insetos adultos maiores e possuem uma vida mais longa, tendo mais tempo para ser infectadas pelo patógeno e para transmiti-lo para as pessoas. Para verificar qual dos fatores era mais importante na natureza, os pesquisadores analisaram 543 fêmeas de A. aegypti coletadas no Rio de Janeiro durante a epidemia de dengue de 2008. O estudo revelou que a frequência de infecção aumentava conforme o tamanho dos insetos. De acordo com os autores, os resultados contribuem para identificar as condições ecológicas que podem produzir os mosquitos mais perigosos, o que pode influenciar nas estratégias de controle.

Em busca de novos métodos para diagnóstico da filariose linfática
Estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Global de Eliminação da Filariose Linfática pretende alcançar o fim dos casos da doença até 2020, e a melhoria dos métodos para diagnóstico da doença é um avanço fundamental para atingir este objetivo. Considerando esta necessidade, pesquisadores do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e da Universidade Federal de Pernambuco apontam que a detecção do DNA da filária Wuchereria bancrofti, causadora da enfermidade, pode ser uma boa opção para identificar a infecção. De acordo com os cientistas, os principais métodos de diagnóstico usados atualmente dependem da coleta de sangue ou da realização de procedimentos à noite, o que pode ser difícil em locais com poucos recursos, onde a doença é mais frequente. A pesquisa mostra que métodos baseados na técnica PCR (Polimerase Chain Reaction) são capazes de detectar o DNA da W. bancrofti em amostras da urina dos pacientes, com alta sensibilidade e especificidade. Segundo os autores, a padronização deste procedimento pode contribuir para a identificação das áreas que devem ser alvo do Programa de Eliminação da Filariose Linfática e para o monitoramento dos resultados desta iniciativa.

Predadores podem ser sentinelas para a detecção de patógenos no ambiente
Um artigo publicado por cientistas da Espanha, Suécia e Chile mostra que a pesquisa da infecção em grandes predadores pode ser um bom indicador da presença de bactérias causadoras de doenças em uma região. O estudo analisou 49 lobos encontrados mortos por diferentes causas em duas localidades no nordeste da Espanha entre 2010 e 2013 e investigou a presença de bactérias causadoras da leptospirose. Foi verificado que 20% deles haviam tido contato com estes micro-organismos, incluindo diferentes sorotipos de Leptospira, que são característicos de espécies diversas, como ratos, cães e outros mamíferos. De acordo com os autores, por se alimentar de uma grande variedade de presas, animais como os lobos – considerados predadores máximos – entram em contato com um grande número de patógenos e podem servir como sentinelas para monitorar a presença micro-organismos relevantes para saúde animal e humana.

Agência Fiocruz de Notícias

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

III e IV Reunião do Fórum Regional de Conselheiros de Saúde de Sobral/2014

A III e IV Reunião do Fórum Regional de Conselheiros de Saúde foi realizada no dia 18 de dezembro de 2014, no auditório da Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia em Sobral, com a participação dos conselheiros dos municípios de Cariré, Coreaú, Forquilha, Irauçuba, Massapê, Meruoca, Mucambo, Pacujá, Santa Quitéria e Sobral. A abertura da reunião foi feita pelo secretário executivo do Fórum José Otaviano que deu doas vindas a todos e a todas. A mesa foi formada com Francisco Roger Aguiar Cavalcante - médico veterinário da 11ª Cres; Sra. Francisca das Chagas da Silva Mesquita - Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Sobral; Márcia Mesquita – Articuladora do Fórum; Mayara Carneiro Alves Pereira – psicóloga; Paula Neyriane Araújo – Secretária Executiva do conselho de saúde de Forquilha e Iara Martins Melo representando as acadêmicas de enfermagem. Os palestrantes foram: Francisco Roger médico veterinário que falou sobre a situação Entomológica e Epidemiológica da dengue nos municípios da 11ª CRES e a Atenção Primária como porta de entrada do sistema único de saúde ficou com a enfermeira Jacqueline Sampaio de Vasconcelos Cunha. Os Temas foram bem debatidos com a participação efetiva dos conselheiros de saúde presentes no Fórum. Tivemos o apoio técnico de José Airton Franca Vieira - fotografia e documentação e das acadêmicas de enfermagem Iara Martins Melo e Taciane Correia dos Santos. Ficou decidido pelos conselheiros que a primeira reunião do Fórum de 2015 será também em Sobral na Escola de Formação em Saúde da Família com data a ser definida. A reunião do Fórum é um espaço de democracia e participação social do SUS. 





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SAÚDE DO HOMEM | SAIBA COMO PREVENIR-SE DO CÂNCER DE PÊNIS

Hábitos de higiene íntima diários devem ser ensinados desde a infância

Condições básicas de higiene são fundamentais para o cuidado da saúde, seja em homens, mulheres, crianças ou adultos. O uso simples de água e sabão pode evitar diversas doenças, entre elas o câncer de pênis. O tumor é raro e possui maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens.
A doença está associada à má higiene íntima e a homens que não se submeteram à circuncisão, a remoção do prepúcio, pele que reveste a glande – a “cabeça” do pênis. Por isso é importante fazer a limpeza na região, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. Os hábitos de higiene íntima diários devem ser ensinados desde a infância.
Um dos fatores de predisposição ao câncer peniano é o estreitamento do prepúcio, que impede a exposição da glande. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, há um crescente corpo de evidências que associam o Papilomavírus Humano (HPV) e o câncer de pênis. A vacina contra o HPV faz parte do calendário nacional e está disponível nas mais de 36 mil salas de vacinação em todo o país para meninas de 11 a 13 anos. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 09 a 11 anos. Estudos comprovam que os meninos são protegidos indiretamente com a vacinação do grupo feminino (imunidade coletiva), havendo drástica redução na transmissão de verrugas genitais entre homens após a implantação da vacina contra o HPV como estratégia de saúde pública.
No Brasil, o câncer de pênis representa 2% de todos os tipos de tumores que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste. Além da higiene diária, é imprescindível o uso de preservativo durante as relações sexuais. O preservativo diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o vírus HPV.
Outro fator de prevenção é a cirurgia de fimose feita ainda na infância. O procedimento retira a pele do prepúcio, quando é estreita ou pouco elástica e dificulta a limpeza adequada da cabeça do pênis. Também chamada de circuncisão, a operação é simples, rápida e não necessita de internação. Com bons hábitos de higiene, tanto o homem circuncidado quanto o não-circuncidado reduzem as chances de desenvolver câncer de pênis.
Fique atento aos sinais: De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a manifestação clínica mais comum do câncer de pênis é uma ferida ou úlcera persistente, ou também uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de um desses sinais, associados a uma secreção branca (esmegma), pode ser uma indicação de câncer no pênis. Nestes casos, é necessário buscar ajuda médica. Além da tumoração no pênis, a presença de gânglios inguinais (ínguas na virilha), pode ser sinal de progressão da doença (metástase). Quando detectado inicialmente, o câncer de pênis possui tratamento e tem maiores chances de ser curado.

Portal Brasil

Ceará tem a segunda maior redução de mortalidade infantil do país


O Ceará foi o segundo estado que mais reduziu a mortalidade infantil no país entre 1980 e 2013, de acordo com a Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil – 2013, divulgada na segunda-feira, 1º de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI), de 111,5 mortes de menores de 1 ano por mil nascidos vivos em 1980, diminuiu para 16,6 no ano passado. Isso significa redução de 94,9 óbitos por mil nascimentos, número menor apenas que o da Paraíba, que em 2013 diminuiu em 98 pontos a TMI de 117,1 registrada em 1980, para 19 por mil nascidos vivos. Com esses números, o Ceará avançou da terceira pior TMI do Nordeste e do país em 1980 para a segunda melhor do Nordeste, depois de Pernambuco (14,9), e 12ª do Brasil.


No ano passado, o IBGE havia divulgado as Tábuas de Mortalidade 1980-2010. Em relação a 2010, o Ceará melhorou e repetiu a segunda maior redução da mortalidade infantil. Naquele ano, o Estado registrou TMI de 19,7 por mil nascidos vivos e redução de 91,8 pontos em relação a 1980. Entre os dois levantamentos (2010-2013), o Ceará diminuiu a TMI em 18,8%, com decréscimo de 3,1 pontos em relação a 2010. Em todo o Brasil, a TMI recuou de 69,1 por mil nascidos vivos em 1980 para 16,7 em 2010 e 15 no ano passado. A redução da taxa no país foi de 54,1 pontos entre 1980 e 2013.
Unidade Básica de Saúde da Família, em Paracuru
A redução da miséria e da desnutrição, o aumento do aleitamento materno, as campanhas de imunização, a expansão do Programa Saúde da Família (PSF), a melhoria do sistema de água e saneamento estão entre os fatores que promoveram a redução da mortalidade infantil no país. No Ceará foi feita a ampliação e qualificação da rede de atenção básica. Com recursos do governo do Estado, no valor total de R$ 26,6 milhões, foram construídas 150 Unidades Básicas de Saúde da Família em 150 municípios, com melhores condições de acolhimento e atendimento às gestantes. O governo também comprou 215 veículos para o Programa Saúde da Família para oferecer aos profissionais melhores condições de trabalho e acesso a todas as gestantes e todas as famílias, mesmo aquelas em locais mais distantes e de difícil acesso.

Como reconhecimento da importância do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde na saúde das gestantes, das crianças e toda a família, desde 1º de maio de 2008 o governo promoveu a estadualização dos ACSs. O Ceará foi o primeiro Estado a incorporar os agentes de saúde na folha de pagamento da Secretaria da Saúde do Estado. Os 8.023 agentes de saúde passaram a receber os salários no primeiro dia de cada mês, no mesmo dia dos servidores da Sesa. Antes da estadualização, a relação de trabalho deles era precária, através de contratos com associações que sofriam ameaças de emprego com as mudanças periódicas das administrações municipais. Estrutura maior, mais transporte e melhores condições salariais e de trabalho contribuem para o aumento da cobertura do PSF, que está em 79,8%, bem mais do que a cobertura de 2006, que era de 62,9%.

Na atenção secundária, o Ceará reforçou a estratégia de hospitais polos. Em 2006 o Ceará tinha 32 hospitais polos filantrópicos ou públicos municipais que recebiam do governo do Estado R$ 34.290.000,00 por mês. Hoje são 36 hospitais polos e o valor do repasse subiu para R$ 130.706.377,32, representando um incremento de 281,2%. Na grande maioria dos 36 hospitais polos há atendimento em obstetrícia para garantir assistência à mulher e ao recém-nascido. Assim, evita óbitos nos primeiros dias de vida dos bebês. Em todas as 19 policlínicas já em funcionamento em diferentes regiões do Estado há consultas com médicos especialistas em obstetrícia. Há consultas com especialistas em pediatria em Camocim, Pacajus, Campos Sales, Itapipoca, Limoeiro o Norte e Russas.
UTI neonatal do Hospital Regional Norte, em Sobral
Na atenção terciária, além de ampliar e modernizar o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), que atendem a mulher em Fortaleza, o governo do Estado construiu no interior hospitais regionais para atendimento especializado às gestantes de alto risco e aos bebês recém-nascidos. No Hospital Regional Norte, que funciona em Sobral há um ano e meio, há um hospital da mulher dentro dele. No setor há uma emergência exclusiva para obstetrícia, 10 leitos de neonatologia e 12 leitos de mãe Canguru. No Sertão Central, o governo está concluindo até o final deste ano o Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, que também terá uma unidade dedicada somente à mulher e ao recém-nascido, com emergência obstétrica e 10 leitos de UTI da neonatalogia.

Assessoria de Comunicação da Sesa

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ouvidoria da Sesa conquista, de novo, 1º lugar em desempenho

A Ouvidoria Geral da Secretaria da Saúde do Estado melhorou a pontuação e manteve, no primeiro semestre de 2014, o melhor resultado da avaliação de desempenho das Ouvidorias Setoriais do Poder Executivo Estadual de nível 3 conquistado no semestre anterior, de julho a dezembro de 2013. O resultado da avaliação de desempenho foi divulgado em Portaria da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE). A pontuação final que garantiu o primeiro lugar da ouvidoria geral da Sesa na categoria de ouvidorias de grande porte subiu de 9,2 para 9,5, do máximo de 10.

A avaliação foi realizada por comissão instituída pela CGE. Para atribuir a pontuação, a avaliação de desempenho considera a resolutividade das demandas, a pontualidade no envio do relatório da ouvidoria, infraestrutura, composição da equipe e ações e projetos inovadores propostos pela ouvidoria. As ouvidorias do governo do Estado são classificadas em três níveis, de acordo com a quantidade de manifestações registradas no semestre – até 150 (tipo 1), até 500 (tipo 2) e acima de 500 (tipo 3).

A Rede de Ouvidorias da Sesa, composta de 48 ouvidorias em funcionamento nos hospitais e unidades assistenciais e Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES). As Ouvidorias da Sesa fazem parte da Rede de Ouvidorias do Poder Executivo Estadual, vinculada à CGE. Integram também o Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS, vinculado ao Ministério da Saúde. Os usuários do SUS podem falar com as ouvidorias da Secretaria da Saúde do Estado, incluindo hospitais, unidades e regionais de saúde pelo telefone 0800.275.1520, por carta (Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema – CEP 60060-440), ou pelo Sistema de Ouvidoria.

Compete às ouvidorias, dentre outras funções, acolher as manifestações dos cidadãos relacionadas às ações e serviços do SUS, encaminhar aos órgãos competentes as manifestações recebidas, acompanhar as apurações e fazer retornar aos cidadãos as informações sobre as providências adotadas. As ouvidorias devem, ainda, fornecer orientações sobre saúde, sobre o funcionamento do SUS, e ainda sobre os direitos e deveres dos cidadãos, além de implementar ações de incentivo à participação dos usuários no processo de avaliação dos serviços prestados pelo SUS.

Assessoria de Comunicação da Sesa

Campanha quer vacinar mais de 1,7 milhão de cães e gatos no Ceará

Nesta sexta-feira, 28, às 9 horas, será lançada a Campanha de Vacinação Antirrábica Animal 2014, na Avenida Jornalista Tomaz Coelho, na Praça Campo do Jangurussu, na capital. A Secretaria da Saúde do Estado fará o lançamento em parceria com a Secretaria de Saúde de Fortaleza. A meta da campanha, que vai até o dia 29 de dezembro, é deixar 1.711.481 cães e gatos imunizados contra a raiva nos 184 municípios cearenses. Desse total, 1.128.708 cães e 582.773 gatos. Somente em Fortaleza, devem ser vacinados 310.300 animais.

Aos donos dos bichos, um recado: só devem levar aos postos para vacinação, das 8 às 17 horas, cães e gatos sadios com mais de três meses de vida. Os filhotes vacinados pela primeira vez devem receber uma dose de reforço após 30 dias. A vacinação é a única forma de evitar que animais domésticos contraiam raiva e transmitam a doença para humanos e não tem contraindicações. Ano a ano o Ceará supera a meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 80%. Em 2012, atingiu 89,21% de cobertura vacinal, e em 2013 chegou a 94,91%.

Para facilitar o acesso, será grande o número de pontos de vacinação. A campanha terá três mil postos e mobilizará cinco mil profissionais. Com o intuito de colaborar nas orientações, inclusive sobre locais de vacinação, no dia D da campanha, 28 de novembro, a ouvidoria da Secretaria da Saúde do Estado, que atende pelo número 08002751520, também participará.

A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade é próxima de 100%. O último caso de raiva humana no Estado foi registrado em 2012. De 2005 a 2012 foram confirmados cinco casos de raiva humana. Em apenas um caso a transmissão foi através de cão. Os outros quatro casos foram transmitidos por meio de soins em São Luis do Curu, no ano de 2005, em Camocim no ano de 2008, em Ipu, em 2010, e em Jati, no ano de 2012. O único registro de caso de raiva provocado por um cão ocorreu no município de Chaval, em 2010.

Preocupação com soins

A transmissão da raiva através de soins preocupa o Núcleo de Controle de Vetores da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa. Apesar de serem animais silvestres, que deveriam ser mantidos na mata, ainda há moradores, principalmente na zona rural, que atraem e alimentam soins perto das casas, um risco para a saúde da população. A dica é deixá-los no ambiente deles, na mata, longe do convívio humano.

Perfil do cão e gato com raiva

Para evitar a raiva, além da vacinação de cães e gatos domésticos, as secretarias de saúde dos municípios devem ser acionadas para a captura dos animais soltos nas ruas. Podem estar com a doença. Os donos dos animais podem facilmente perceber quando os cães e gatos ficam com a raiva. Há uma mudança comportamental que chama atenção porque passam a atacar todas as pessoas sem motivos, sem terem sido provocados. Rejeitam alimentação. Ficam escondidos. Ficam desatentos, não atendem nem ao próprio dono.

Assessoria de Comunicação da Sesa

quarta-feira, 12 de novembro de 2014



O Dia Mundial do Diabetes é comemorado em 14 de novembro, mas as atividades no Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade da Secretaria da Saúde do Estado, acontecerão nos dias 11 e 12 de novembro. Para marcar a data, será realizado o “mutirão do olho” com aplicação de  laser nos pacientes que são portadores de retinopatia diabética (caracterizada pelo alto nível de açúcar no sangue, podendo provocar lesões definitivas nas paredes dos vasos que nutrem a retina). Se não acompanhada e tratada, a doença se agrava e os vasos podem se romper, caracterizando a hemorragia vítrea e pode levar ao descolamento da retina. O atendimento acontecerá na terça-feira, 11, das 8 às 16 horas.

Ainda como parte da programação, na quarta-feira, 12 de novembro, 8 às 12h, acontecerá a “Universidade do diabetes”, informações, orientações e atividades de educação para prevenção e controle da doença. As palestras abordarão diversos temas, entre eles os cuidados com o pé diabético, insulinização, saúde bucal, alimentação saudável e autocuidado.

No Ceará, cerca de 300 pacientes são atendidos diariamente no CIDH, referência na assistência de nível secundário a pacientes com diabetes. Os pacientes diabéticos com complicações crônicas, como pé diabético, hipertensão, doenças renais Acidentes Vascular Cerebral, entre outras, são encaminhados através da Central de Regulação pelos serviços de atenção básica. A estimativa é de que no Ceará existam 380 mil pessoas portadoras de diabetes. Cerca de 56% da população diabética não sabe que tem a doença e 40% dos diabéticos não conseguem realizar o controle adequado da enfermidade.

O diabetes é uma doença crônica, debilitante e de alto custo, principalmente quando associada a complicações severas. Estima-se que metade das pessoas com diabetes desconheça a própria condição. O diabetes tipo 1 ainda não pode ser prevenido. Acredita-se que sejam fatores ambientais os desencadeantes do processo que pode resultar na destruição das células produtoras de insulina. Isso ainda está sendo estudado cientificamente.

O diabetes tipo 2 pode ser prevenido em muitos casos, bastando manter um peso saudável e um corpo fisicamente ativo. Além de garantir o bem estar dos pacientes, a prevenção da patologia também evitará uma sobrecarga nos sistemas de saúde. Pessoas com diabetes tipo 2 têm o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco. Pacientes de alto risco podem ser facilmente identificados através de um simples questionário. Há evidências concretas que manter um peso saudável e praticar atividade física moderadamente pode ajudar a prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Assessoria de Imprensa do CIDH/IPC/Lacen