A água como direito humano foi o foco principal do segundo dia de discussões da Jornada Nacional do Meio Ambiente, realizada em Fortaleza (CE), na quinta-feira (14/5). O evento teve como principal conferencista o relator especial sobre o direito humano à água potável e esgotamento sanitário do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Léo Heller, que também é especialista da Fiocruz Minas.
Este Blog foi criado para compartilhar informações pertinentes a Promoção da Saúde, Prevenção, Mobilização Social e o Controle Social. Esperamos colaborar o máximo possível para emponderar os nossos visitantes e ao mesmo tempo receber riquezas de conhecimentos para compartilhar a Rede de informação da Saúde e Educação e demais redes que forem necessárias.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Direito à agua é tema de Jornada Nacional do Meio Ambiente
Postado por Otaviano e Airton Fanca
Promoçã á Saúde em Ação
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5/18/2015 04:02:00 PM
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Fiocruz testa novo medicamento preventivo contra HIV/Aids
O Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e AIDS, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), conduzirá o estudo clínico HPTN077 com um medicamento totalmente novo para prevenção da AIDS. A droga, conhecida como GSK1265744, já mostrou resultados positivos em testes conduzidos para tratamento da AIDS, e agora terá seu potencial testado como parte da estratégia de prevenção da infecção pelo HIV. A pesquisa será realizada simultaneamente na África do Sul, no Brasil, nos EUA e no Malawi.
Seleção de voluntários
Os candidatos a participar da pesquisa serão selecionados na Fundação Oswaldo Cruz. “Este critério tem como objetivo potencializar a adesão, facilitar a administração do medicamento e o acompanhamento clínico”, explica Beatriz Grinsztejn, coordenadora do Laboratório e pesquisadora líder do estudo. A proposta do projeto é avaliar a segurança, tolerância, aceitabilidade e sua farmacocinética (descrevendo o processamento da droga no corpo humano, identificando o caminho percorrido no organismo da administração à excreção).
Depois de passar por uma avaliação completa do estado de saúde, serão selecionados 20 voluntários entre os candidatos inscritos, homens e mulheres, de 18 a 65 anos, não infectados e com baixo risco de contrair o HIV. O remédio, que já provou ser seguro em testes anteriores, é injetável, será aplicado a cada três meses e o acompanhamento dos voluntários terá uma duração total de dois anos.
Estado da arte das estratégias de prevenção
Atualmente, estudos como o de Profilaxia Pré-exposição ao HIV (PrEP) já demonstraram que é possível obter 100% de proteção contra a infecção ao longo do tempo, mas para tal é necessária a ingestão diária de um antirretroviral. “Costumamos fazer uma analogia com os anticoncepcionais. Existem alternativas das mais diversas, desde o comprimido diário, até o DIU, passando por injeções trimestrais, a camisinha, enfim. Queremos que exista essa mesma diversidade nas estratégias de prevenção do HIV/AIDS. Assim cada pessoa escolherá o que melhor se adapta à rotina dela”, pondera Beatriz.
A Rede de Testes de Prevenção do HIV (The HIV Prevention Trials Network – HTPN), é uma organização colaborativa mundial que realiza estudos clínicos da segurança e eficácia de estratégias de prevenção do HIV financiada pelo governo americano. “O Brasil participa de pesquisas de ponta no tratamento e prevenção da AIDS da HPTN, mas sempre em fases mais adiantadas. Neste caso, que envolve um estudo em seus primeiros estágios, estamos no momento privilegiado, do estado da arte em que se gera mais conhecimento, se faz ciência. Lutamos que estudos assim sejam feitos com a população brasileira, pois assim teremos resultados que respondam à nossa diversidade genética, à nossa realidade. Desta forma teremos um conhecimento melhor do manuseio do produto, reações adversas, etc., e podemos conduzir melhor as fases posteriores da investigação", conclui a pesquisadora.
Postado por Otaviano e Airton Fanca
Promoçã á Saúde em Ação
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5/18/2015 03:48:00 PM
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quinta-feira, 23 de abril de 2015
Contra hipertensão, alimentação saudável e zumba no shopping
Distinguir alimentos saudáveis daqueles não saudáveis é um bom começo
para evitar os fatores de risco para doenças como a hipertensão. Nesta
sexta-feira, 24 de abril, a Secretaria da Saúde do Estado vai orientar o
público das 10 às 13 horas, no Shopping Benfica, sobre alimentação
saudável e fatores de risco, durante as atividades que marcarão o Dia
Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, 26 de abril. Com
orientação de cardiologista e nutricionista, as atividades incluem
medição do Índice de Massa Corporal (IMC) e pressão arterial e, a partir
das 11 horas, aula de zumba, atividade física que mistura ginástica e
dança latina, para estimular as pessoas a evitar o sedentarismo.
Conforme a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o sedentarismo, o
estresse, maus hábitos alimentares, excesso de peso e a idade são
fatores de risco para a hipertensão, que tem estimativa de acometer 5 a
10% da população com até 18 anos, ou 7 milhões de crianças e
adolescentes, e cerca de 30% da população adulta, chegando a mais de 50%
na terceira idade. Em Fortaleza, conforme o Vigitel 2013 (Vigilância de
Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico), realizado pelo Ministério da Saúde, 38,9% da população de
18 a 24 anos comem carne com excesso de gordura, 29,7% estão com excesso
de peso, 51% praticam atividades físicas insuficientes no tempo livre,
19,2% são fisicamente inativos, 7,1% fumam, 6,3% são obesos e 3% têm
diagnóstico de hipertensão arterial.
A maioria das pessoas com hipertensão não apresenta nenhum sintoma no
início da doença. Por isso, é chamada de doença silenciosa. A única
forma de saber se a pressão está alta é verificando regularmente, com
aparelhos calibrados e profissionais preparados. Os principais sintomas
do aumento de pressão arterial são dor de cabeça, cansaço, tonturas,
sangramento pelo nariz. Pessoas com excesso de peso, que não têm
alimentação saudável, ingerem muito sal, não fazem atividades físicas,
consomem muita bebida alcoólica, são diabéticas ou têm familiares
hipertensos correm maior risco de serem hipertensas.
Hipertensão, usualmente chamada de pressão alta, acontece quando a
pressão arterial se mantém sistematicamente igual ou maior que 14 por 9.
A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os
vasos nos quais o sangue circula se contraem. Dados do Ministério da
Saúde apontam que a hipertensão atinge mais de 50% das pessoas na
terceira idade, está presente em 8% das crianças e adolescentes no
Brasil, e é responsável por 40% dos infartos, 80% de acidente vascular
cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. Segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS), as Doenças Crônicas Não
Transmissíveis (DCNT), inclusive a hipertensão, são responsáveis por 59%
dos óbitos no mundo.
Assessoria de Comunicação da Sesa
Postado por Otaviano e Airton Fanca
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4/23/2015 02:38:00 PM
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
Fórum de Editores Científicos questiona internacionalização dos periódicos brasileiros
O Fórum de Editores da Fiocruz divulgou uma carta na qual problematiza e questiona os movimentos em curso para a internacionalização dos periódicos brasileiros, e reafirmando seu compromisso com o debate político sobre a ciência brasileira e sua disseminação, constituindo espaço de discussão e formulação de políticas editoriais e de C&T que garantam a independência e a qualidade das revistas científicas.O documento parte de um importante diagnóstico: por um lado, a limitada participação de pesquisadores brasileiros em artigos com colaboradores internacionais. Por outro, a emergência de novos atores no mercado editorial – publishers ‘predadores’, que aceitam qualquer artigo mediante pagamento, e mega journals, que não usam critérios como relevância ou avanço científico para restringir publicações.
Em seguida, a carta analisa dois movimentos no sentido da internacionalização dos periódicos brasileiros. O primeiro deles, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), corre o risco de copiar – e acabar fortalecendo – o modelo de negócios dos grandes publishers. O segundo, da Scientific Electronic Library Online (SciELO), consiste na mudança de critérios para a permanência ou inclusão de periódicos em suas coleções: alguns dos novos critérios valorizados – como origem internacional de autores, participação obrigatória de pareceristas e editores estrangeiros e publicação em inglês – podem diminuir a qualidade dos artigos, ferir a autonomia editorial e reduzir a penetração de certos temas da saúde coletiva entre profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A ciência brasileira internacionalizada dessa forma deixará de lado questões de pesquisa de maior interesse regional para se adaptar ao ambiente científico dos países que lideram a publicação científica de alto fator de impacto?”, questionam os autores do documento. O objetivo do Fórum de Editores Científicos da Fiocruz não é desmerecer os esforços empenhados, mas chamar a atenção para a necessidade de um debate mais amplo e profundo sobre o desafio da internacionalização, que requer políticas e investimentos de médio e longo prazos. “Dificilmente estímulos na produção editorial por si sós serão capazes de alterar genuinamente o atual quadro de colaboração internacional acadêmica. Portanto, esse debate deve se fazer de modo articulado com as políticas tanto de pesquisa quanto de ensino do país”, destaca o documento. “Sugere-se um olhar mais cuidadoso para as especificidades e os percalços de cada área, reconhecendo-se que a internacionalização não é uma meta que deva ser seguida por todo periódico científico”.
A carta propõe, ainda, alternativas como o fortalecimento de editoras institucionais e universitárias e repositórios institucionais, que podem ter um papel importante na disseminação da produção acadêmica de modo mais amplo, descentralizado, livre e criativo.
O Fórum de Editores Científicos, criado em outubro de 2014 no âmbito da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC), congrega os periódicos científicos da instituição e a Editora Fiocruz.
Postado por Otaviano e Airton Fanca
Promoçã á Saúde em Ação
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4/13/2015 10:28:00 PM
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sexta-feira, 20 de março de 2015
Semana da Água: qualidade é essencial para a saúde
A ingestão de água de qualidade é fundamental para o bom
funcionamento dos rins. De acordo com o médico Augusto Guimarães, chefe
do serviço de Nefrologia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), o
recomendado é ingerir de 2 a 3 litros de água por dia, dependendo do
peso da pessoa. “A água deve ter pH alcalino (acima de 7) e poucos sais,
principalmente sódio, pois quanto mais minérios presentes, mais dura é a
água”, orienta o médico. A dureza da água é predominantemente causada
pela presença de sais.
Um adulto perde, em média, 1,5 litro de água diariamente, por meio da
urina, transpiração, respiração e evacuação. Para repor essa perda e
manter o organismo bem hidratado, a pessoa deve ingerir água
regularmente para garantir a saúde, manter a temperatura corporal
estável e evitar problemas, tais como a desidratação e o mau
funcionamento dos rins. A água regula as reações químicas das células,
elimina os elementos nocivos e lubrifica as articulações, fornecendo
proteção para os tecidos. Responsáveis por eliminar toxinas e
substâncias do organismo, manter os líquidos e sais do corpo em níveis
adequados e participar do controle da pressão artéria, os rins são
órgãos vitais no corpo humano e é importante ficar alerta com seus
cuidados e se prevenir.
Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), uma
em cada dez pessoas apresenta doença renal crônica (DRC) em algum grau. A
doença afeta pessoas de todas as idades e etnias, porém a prevalência
aumenta com a idade. Testes simples no sangue e urina podem detectar
precocemente as DCR e diminuir a progressão da doença. A DRC tem um alto
custo econômico e social, pois pacientes necessitam de cuidados pelo
resto da vida. Estima-se que tratamento com as doenças dos rins crônicas
custe mais do que tratamentos de câncer de mama, pulmão, cólon e pele
somados.
De acordo com a OPAS, a pressão arterial elevada e diabetes são as
principais causas (entre 25-33%) de doenças renais. Outras afecções
menos frequentes são processos inflamatórios (glomerulonefrite) ou
infecciosos (pielonefrite). Algumas DRC são herdadas (como a doença
policística), ou resultado de prolongado bloqueio do sistema urinário,
como a hipertrofia (aumento) da próstata ou cálculos renais. O uso
prolongado de algumas drogas podem causar DRC, como anti-inflamatórios
não esteroides e analgésicos.
Prevenção e tratamento
A maioria das pessoas em estágio inicial de DRC não foi
diagnosticada. No entanto, o teste de função renal é simples e pode ser
realizado por meio de dosagens no sangue. O chefe do serviço de
Nefrologia do HGF orienta a realização anual de exames de sumário de
urina e de dosagem de creatinina no sangue. O tratamento principal
consiste de dieta e medicação apropriados, para ajudar a controlar o
balanço crítico do corpo, que os rins normalmente controlam. Entretanto,
quando há falha renal, metabólitos e fluidos acumulam e pode ser
necessário tratamento de hemodiálise, ou até mesmo transplante renal
associado à medicação para restaurar a função renal.
Conforme define a Sociedade Brasileira de Nefrologia, hemodiálise é o
procedimento em que uma máquina limpa e filtra o sangue, realizando
parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera
o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de
líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o
equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. A
hemodiálise é indicada para pacientes com insuficiência renal aguda ou
crônica graves. As sessões de hemodiálise são realizadas em clínicas
especializadas ou hospitais. No Ceará, de acordo com Sistema de
Informações Ambulatoriais (SIA), 4.094 pacientes renais realizaram
sessões de hemodiálise em dezembro de 2014. Em todo o ano, foram
realizadas no Estado 568.313 sessões de hemodiálise pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). No HGF, o Serviço de Hemodiálise, que funciona com
moderna estrutura, realizou no ano passado 11.510 procedimentos.
O primeiro transplante de rim do Ceará foi a partir de doador vivo em
1977, no Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade
Federal do Ceará (UFC). O HGF realizou o primeiro transplante renal
intervivos em 1983. Em 1988 o Hospital Universitário fez o primeiro
transplante a partir de doador cadáver. Em dezembro de 2012, o Hospital
das Clínicas da UFC comemorou a realização de mil transplantes renais,
marca alcançada pelo HGF em abril de 2010. Nos registros da Central de
Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado a partir da sua
implantação, em 1998, foram realizados no Ceará 2.808 transplantes de
rim até 2014. Em todo o país, entre 1997 e o ano passado, foram
realizados 68.901 transplantes do órgão, segundo a Associação Brasileira
de Transplante de Órgãos (ABTO).
Orientações da OPAS/OMS para reduzir o risco de doenças renais
- Prática de exercícios físicos – O cuidado com a forma física ajuda a reduzir a pressão sanguínea e reduz o risco de DRC;
- Controle da pressão sanguínea – Muitas pessoas estão a par de que
pressão sanguínea elevada pode levar a um Acidente Vascular Cerebral
(AVC) ou um ataque cardíaco. Poucos sabem, entretanto, que esta é a
causa mais comum de dano renal;
- Alimentação saudável - Opte por uma alimentação saudável, reduza o
consumo de sal e mantenha seu peso controlado – Estas medidas podem
prevenir diabetes, doenças cardíacas e outras afecções associadas com a
DRC. A ingestão de sódio deve ser reduzida para 5-6 g de sal por dia,
evitando alimentos industrializados e dando preferência a ingredientes
frescos;
- Mais água – Apesar de estudos clínicos não terem chegado a um
consenso sobre a quantidade ideal de água a ser consumida, recomenda-se
beber 1,5 a 2l de água diariamente para eliminar sódio, ureia e toxinas
do corpo, resultando em menor risco significativo de desenvolver DRC e
de redução da função renal;
- Não ao fumo – O hábito de fumar diminui o fluxo de sangue para os
rins, e quando isso ocorre, a função renal é prejudicada. Além disso, o
hábito de fumar aumenta o risco de câncer renal em 50%;
- Não à automedicação - Não consuma medicamentos sem prescrição
médica. Drogas como anti-inflamatórios e analgésicos podem comprometer a
função renal se consumidos regularmente.
20.03.2015
Assessoria de Comunicação da Sesa
Postado por Otaviano e Airton Fanca
Promoçã á Saúde em Ação
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3/20/2015 04:28:00 PM
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terça-feira, 17 de março de 2015
Lacen passa a coordenar teste rápido de tuberculose
O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), unidade da Secretaria
da Saúde, foi habilitado pelo Ministério da Saúde para ser o
coordenador da realização do teste rápido de tuberculose. Com a
habilitação, fica responsável pelo treinamento e supervisão do serviço
no Estado. O teste é feito através do equipamento Gene Xpert, que emite
diagnóstico laboratorial da doença em apenas duas horas, agilizando
assim o tratamento dos pacientes bacilíferos. O diagnóstico de
tuberculose é normalmente realizado pelo exame da baciloscopia do
escarro, um exame simples e que pode ser realizado em vários
laboratórios. O processo todo, desde a chegada ao laboratório até a
emissão do resultado, demora entre 24 e 48 horas.
O novo equipamento tem alta sensibilidade e especificidade que
diminuem as chances de um laudo falso negativo e ainda indica se o
paciente tem resistência aos medicamentos utilizados no tratamento. O
equipamento, fornecido pelo Ministério da Saúde, está funcionando em
vários hospitais e unidades: Hospital de Messejana Dr Carlos Alberto
Studart Gomes, do governo do Estado; Unidade Prisional Otávio Lobo;
Centro de Saúde de Sobral; Centro de Especialidades Médicas José de
Alencar (CEMJA); Hospital Abelardo Gadelha Rocha, em Caucaia, e em breve
no Hospital São José, do governo do Estado, que está em fase de
recebimento e implantação da metodologia.
O novo procedimento é um avanço para a saúde pública do Ceará.
“Esperamos que com o novo serviço que proporcionar um diagnóstico mais
rápido da tuberculose pulmonar, permitindo assim um tratamento precoce e
aumento da detecção da tuberculose resistente, reduza consequentemente a
morbidade e mortalidade da doença”, afirma Iracema Patrício, chefe da
divisão de apoio técnico e microbiologia do Lacen.
A realização do exame por meio do Gene Xpert utiliza a mesma amostra
de escarro para baciloscopia sendo colocada em um cartucho, semelhante
ao de uma impressora, em seguida colocada no equipamento Gene Xpert e em
50 minutos sai o resultado como positivo ou negativo. O teste é muito
mais sensível que a baciloscopia, ou seja, ele encontra muito mais
resultados positivos e ainda indica se existe resistência a rifampicina,
medicamento utilizado no tratamento.
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo "bacilo de
Koch", cujo nome científico é Mycobacterium tuberculosis. Seu contágio
ocorre por meio das secreções respiratórias. Doentes não tratados
costumam eliminar grande quantidade de bactérias no ambiente, ao tossir,
falar ou espirrar. Esses microrganismos podem ser transmitidos via
aérea para pessoas saudáveis e provocar o adoecimento.
A tuberculose apresenta vários sintomas. Entre os principais estão:
tosse (por mais de três semanas seguidas), febre (mais comum ao
entardecer), falta de apetite, perda de peso, cansaço e suores noturnos.
Ao apresentar esses sintomas, a pessoa deve procurar o posto de saúde
mais próximo de onde mora, para ser examinada pelo médico. A tuberculose
tem cura. Para obter sucesso no tratamento é necessário tomar os
medicamentos corretamente durante seis meses, sem interrupção.
17.03.2015
Assessoria de Imprensa - Lacen / CIDH / IPC
Postado por Otaviano e Airton Fanca
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3/17/2015 03:22:00 PM
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SUS oferta vacina contra HPV para meninas de 9 a 11 anos
Ascom Ministério da
Saúde
Chegou a vez de as
meninas de 9 a 11 anos tomarem a vacina contra o Papiloma Vírus
Humano (HPV), usada na prevenção do câncer do colo do útero. A
expectativa do Ministério da Saúde é a de vacinar 4,94 milhões de
meninas em 2015. Junto com o grupo de adolescentes de 11 a 13 anos
vacinadas no ano passado, essa pode ser a primeira geração
praticamente livre do risco de morrer do câncer do colo do útero. A
meta é vacinar, em parceria com as secretarias estaduais e
municipais da saúde, 80% do público-alvo.
A novidade para este
ano é a inclusão de 33,5 mil mulheres de 9 a 26 anos que vivem com
HIV. Mais suscetível a complicações decorrentes do HPV, esse
público tem probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer
no colo do útero do que a população em geral. A inclusão do grupo
como prioritário para a prevenção segue recomendação da
Organização Mundial da Saúde (OMS), do Comitê Técnico Assessor
de Imunizações (CTAI) do Programa Nacional de Imunizações (PNI),
em conformidade com o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais.
“A vacina é
extremamente segura, uma proteção para a vida. Além de proteger a
menina, os estudos mostram que a comunidade também fica protegida.
Por isso, devemos alertar os pais e responsáveis sobre a importância
da vacina. A parceria com as escolas é fundamental nesse esforço do
Ministério da Saúde. Precisamos contar com a colaboração dos pais
e das escolas para conseguir alcançar a nossa meta e começar a
escrever uma outra história no nosso país de enfrentamento à essa
doença, que é o terceiro tipo de câncer que mais mata as mulheres
no Brasil”, reforçou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante
o evento de lançamento da campanha, em Belo Horizonte, nesta
segunda-feira (9/3).
A vacina está
disponível desde o início de março nas 36 mil salas de vacinação
espalhadas pelo país. Para este ano, o Ministério da Saúde
recomenda aos estados e municípios que façam parcerias com as
escolas públicas e privadas, repetindo a estratégia adotada na
primeira dose da vacina, quando 100% do público estimado, de 4,95
milhões de meninas de 11 a 13, foi vacinado. Já a segunda dose, que
teve o foco a administração apenas nos postos de saúde, alcançou
2,9 milhões de meninas, atingindo 58,7% do público-alvo.
“Com a introdução
da vacina, podemos reduzir drasticamente os casos de câncer do colo
do útero e a taxa de mortalidade. Com isso, poderemos ter a primeira
geração de mulheres livre da doença. Para isso é importante que
as meninas completem o esquema vacinal, tomando as três doses da
vacina, conforme o calendário preconizado pelo Ministério da
Saúde”, alertou Chioro.
Esquema vacinal
Para receber a dose,
basta apresentar o cartão de vacinação e o documento de
identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para
completar a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses depois,
e a terceira, cinco anos após a primeira dose. A partir de 2016,
serão vacinadas as meninas de 9 anos.
As meninas de 11 a 13
anos que só tomaram a primeira dose no ano passado também podem
aproveitar a oportunidade de se prevenir e procurar um posto de saúde
ou falar com a coordenação da escola para dar prosseguimento ao
esquema vacinal. Isso também vale para as meninas que tomaram a
primeira dose aos 13 anos e já completaram 14. É importante
ressaltar que a proteção só é garantida com a aplicação das
três doses.
Para as mulheres que
vivem com HIV, o esquema vacinal também conta com três doses, mas
com intervalos diferentes. A segunda e a terceira doses serão
aplicadas dois e seis meses após a primeira. Nesse caso, elas
precisarão apresentar a prescrição médica.
Desde março de 2014, o
SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra
quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia
em quem segue corretamente o esquema vacinal. Os subtipos 16 e 18 são
responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero
em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.
A vacina contra HPV tem
eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram
a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus.
Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em mais de 50
países, por meio de programas nacionais de imunização. Estimativas
indicam que, até 2013, foram distribuídas cerca de 175 milhões de
doses da vacina em todo o mundo. A sua segurança é reforçada pelo
Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização
Mundial de Saúde (OMS).
Para a produção da
vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde firmou Parceria para o
Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Butantan e o Merck. Serão
investidos R$ 1,1 bilhão na compra de 36 milhões de doses da vacina
durante cinco anos – período necessário para a total
transferência de tecnologia ao laboratório brasileiro. Para 2015, a
previsão do Ministério da Saúde é de adquirir 11 milhões de
doses.
Câncer do colo do
útero
O câncer do colo do
útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no
Brasil, atrás apenas do de mama e de brônquios e pulmões. O número
de mortes por câncer do colo do útero no país aumentou 28,6% em 10
anos, passando de 4.091 óbitos, em 2002, para 5.264, em 2012, de
acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicação
do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Tomar a vacina na
adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher
deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero.
No entanto, a imunização não substitui a realização do exame
preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O
Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25
aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três
anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.
O HPV é um vírus
transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por
meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para
filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da
Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras
da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em relação
ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres,
no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional
do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos.
Postado por Otaviano e Airton Fanca
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3/17/2015 03:01:00 PM
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