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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

COMBATE AO VÍRUS PESQUISADORES BRASILEIROS VÃO DESENVOLVER SORO CONTRA O ZIKA A PREVISÃO É QUE O SORO FIQUE PRONTO EM ATÉ TRÊS ANOS


Parceria firmada entre o Instituto Vital Brazil, laboratório do governo do Rio, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê desenvolver um soro contra o vírus Zika. A previsão é que o soro fique pronto em até três anos.
O diretor científico do Vital Brazil, Cláudio Maurício de Souza, disse que a expectativa é que o soro funcione da mesma forma que o soro antirábico. “A ideia é que, uma vez sendo administrado em um paciente com o vírus Zika, ele [o soro] vai reconhecer as partículas virais, vai se ligar na capa protetora dessas partículas promovendo a sua inativação”.
Para Souza, o soro poderá, inclusive, proteger gestantes contra o vírus. “A gente acredita que esse soro vai ser uma ferramenta terapêutica bastante útil, que vai ajudar bastante na proteção da gravidez das mulheres no Brasil”.
De acordo com o presidente do instituto, Antônio Werneck, uma vez aplicado o soro em grávidas, tão logo seja confirmado o diagnóstico, poderá evitar que o vírus entre em contato com o feto provocando a microcefalia, uma malformação que afeta o tamanho adequado da cabeça do recém-nascido. O Ministério da Saúde confirmou 230 casos de microcefalia no país causados pelo vírus Zika.
O vírus Zika é transmitido pelo mosquitoAedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em até sete dias.
A doença se assemelha com a dengue por ter sinais semelhantes, como febre, manchas pelo corpo com coceira, dor de cabeça e nas articulações, enjoo e dores musculares. Em alguns casos, o paciente pode apresentar olhos vermelhos.
Antes de chegar para uso humano, o soro será testado em animais.(ABr)


Mosquito Aedes agypti: todo mundo tem que combater


Motivos não faltam para todo mundo combater o Aedes aegypti e ter mais cuidados do que nunca. O mosquito é bem perigoso. Transmite três doenças: dengue, Chikungunya e Zika. Para as grávidas o perigo ficou ainda maior porque a Zika, segundo o Ministério da Saúde, está relacionada com os casos de microcefalia nos bebês. Conforme o último boletim epidemiológico, elaborado e divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado foram notificados 193 casos suspeitos de microcefalia relacionados ao vírus Zika de 2015 até a última sexta-feira, 8 de janeiro, em 48 municípios.

A dengue, somente em 2015, deixou 55.588 pessoas doentes em 172 municípios cearenses. Total de óbitos: 72. Da Zika não há registro do número de casos, com o primeiro ano de circulação da doença no Estado, com comprovação no laboratório Evandro Chagas, em Belém, tendo ocorrido no ano passado. O Evandro Chagas é a referência de laboratório do Ministério da Saúde para o Ceará e todos os Estados do Nordeste e Norte. Já em relação a Chikungunya, os 11 casos notificados no Ceará de 2014 a 2015 são todos importados, de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como a República Dominicana, Suriname e Taiti.

Como evitar essas doenças? Não deixando o mosquito Aedes aegypti nascer dentro de casa, na escola, no condomínio, na empresa, na igreja, nas quadras de futebol, nas praças. E não deixar nascer é ter cuidado com tudo, até mesmo uma tampinha de refrigerante ou um copo descartável jogado numa calçada, na rua, que podem acumular água. A fêmea põe os ovos e no primeiro contato com gotinhas de água eclodem, viram larvas, pupas e depois o mosquito adulto. Tudo isso muito rápido. Com as condições de temperatura e umidade do Ceará, em oito dias o ovo, em contato com água, vira mosquito adulto e sai

Mobilização social

A participação e envolvimento da população são fundamentais na prevenção e controle do mosquito. Quanto mais informações e mobilizações melhor para intensificar a prevenção. Ciente disso, o Governo do Estado realiza a campanha ¨Todos contra o mosquito¨, com veiculação em tvs, rádios, com folderes e cartazes já distribuídos em todo o Estado. O Governador Camilo Santana criou a Sala Estadual de Enfrentamento ao Mosquito Aedes aegypti, que funciona no Palácio da Abolição para incentivar e intensificar a mobilização social. O Governador criou ainda as brigadas para promover a inspeção em todos os prédios públicos do Governo do Estado. Pelo menos uma vez por semana, as brigadas fazem a inspeção para evitar e controlar os focos. O Núcleo de Controle de Vetores da Secretaria da Saúde do Estado já capacitou brigadas de diferentes órgãos e secretarias, entre eles Semace, Seduc, Seplag, Cagece, Cogerh, Sema.


TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O MOSQUITO AEDES AEGYPTI:

Qual a origem do mosquito Aedes Aegypti?
O Aedes aegypti é originário do Egito. A dispersão pelo mundo ocorreu da África: primeiro da costa leste do continente para as Américas, depois da costa oeste para a Ásia.

Por que o nome Aedes Aegypti?
O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, quando foi denominado Culex aegypti. Culex significa “mosquito” e aegypti, egípcio, portanto: mosquito egípcio. O gênero Aedes só foi descrito em 1818. Logo verificou-se que a espécie aegypti,  descrita anos antes, apresenta características morfológicas e biológicas semelhantes às de espécies do gênero Aedes – e não às do já conhecido gênero Culex. Então, foi estabelecido o nome Aedes aegypti.

Quantas pessoas um mosquito é capaz de infectar?
Os mosquitos fêmea sugam sangue para produzir ovos. Se o mosquito estiver infectivo, poderá transmitir o vírus nesse processo. Em geral, mosquitos sugam uma só pessoa a cada lote de ovos que produzem. O mosquito tem uma peculiaridade que se chama “discordância gonotrófica”, que significa que é capaz de picar mais de uma pessoa para um mesmo lote de ovos que produz. Há relato de que um só mosquito infectivo transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.

Por que só a fêmea pica?
A fêmea precisa de sangue para a produção de ovos. Tanto o macho quanto a fêmea se alimentam de substâncias que contêm açúcar (néctar, seiva, entre outros), mas como o macho não produz ovos, não necessita de sangue. Embora possam ocasionalmente se alimentar com sangue antes da cópula, as fêmeas intensificam a voracidade pela hematofagia após a fecundação, quando precisam ingerir sangue para realizar o desenvolvimento completo dos ovos e maturação nos ovários. Normalmente, três dias após a ingestão de sangue as fêmeas já estão aptas para a postura, passando então a procurar local para desovar.

O que é a febre por Vírus Zika?
É uma doença viral aguda, caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias.

Como é transmitida?
O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores. No entanto, está descrito na literatura científica, a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

Há tratamento ou vacina contra o Zika vírus?
Não existe O tratamento específico. O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias em função do devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus. Não há vacina contra o Zika vírus.

Como evitar e quais as medidas de prevenção e controle?
As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais.

Prevenção domiciliar

Deve-se reduzir a densidade vetorial, por meio da eliminação da possibilidade de contato entre mosquitos e água armazenada em qualquer tipo de depósito, impedindo o acesso das fêmeas grávidas por intermédio do uso de telas/capas ou mantendo-se os reservatórios ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos. Em caso de alerta ou de elevado risco de transmissão, a proteção individual por meio do uso de repelentes deve ser implementada pelos habitantes.

Individualmente, pode-se utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia quando os mosquitos são mais ativos podem proporcionar alguma proteção contra as picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos, além do uso repelentes na pele exposta ou nas roupas.

Prevenção na comunidade
Na comunidade deve-se basear nos métodos realizados para o controle da dengue, utilizando-se estratégias eficazes para reduzir a densidade de mosquitos vetores. Os programas de controle da dengue para o Aedes aegypti têm sido voltados para o controle de mosquitos imaturos, muitas vezes por meio de participação da comunidade em manejo ambiental e redução de criadouros.

Como denunciar os focos do mosquito?
As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente para a esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Vírus Zika?
Procurar o serviço de saúde mais próximo para receber orientações.

O que é a microcefalia?
A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Quais as causas desta condição?
Essa malformação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação.

O que é o vírus Zika?
O vírus Zika é um arbovírus (grande família de vírus), transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti.

Já há confirmação que o aumento de casos de microcefalia no Brasil é causado pelo vírus Zika?
O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus Zika.

A partir desse achado do bebê que veio a óbito, o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial.

As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

O achado reforça o chamado para uma mobilização nacional para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação doença.

A microcefalia pode levar a óbito ou deixar sequelas?
Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.


O que fazer para não deixar o mosquito nascer

- Manter a caixa d'água limpa e bem tampada.
- Limpar o quintal, no mínimo uma vez por semana, retirando todo o lixo.
- Não acumular nos quintais móveis velhos, eletrodomésticos ou qualquer objeto que possa acumular água.
- Colocar o lixo em saco. Amarrar o saco. Só colocar na calçada nos dias de coleta.
- Nunca jogar lixo nas ruas. Até numa tampinha de refrigerante o mosquito pode se multiplicar.
- Deixar as calhas sempre limpas.
- Os pneus usados devem ficar em locais cobertos para não juntar água.
- As garrafas devem ficar com a boca para baixo.
- Antes de armazenar água, lavar bem, com sabão e escova, os baldes, bacias e potes. É preciso tampar todos os depósitos de água.
- Evitar cultivo de plantas com água. Água acumulada, por menor que seja a quantidade, é um risco para a criação do mosquito.
- Limpar a bandeja que fica detrás da geladeira.
- Manter os ralos limpos telados, com os aparelhos sanitários sempre fechados.
- Receber o Agente de Endemias em sua residência.



Assessoria de Comunicação da Sesa

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Comer alho ajuda a afastar mosquito do zika? 10 verdades e mitos

Com o alastramento do zika pelo Brasil e a chegada da estação chuvosa, que favorece a proliferação do Aedes aegypti, transmissor do vírus, a população começa a tomar centenas de medidas de prevenção, algumas das quais com eficácia não comprovada. Comer alho ajuda a afastar o mosquito? O Aedes prefere picar alguma parte específica do corpo?

O jornal Folha de S. Paulo fez um ‘verdades e mitos’ sobre o tema. Confira abaixo.

1- Comer alho ajuda a afastar o mosquito que transmite o vírus?

Não.

2. O mosquito prefere alguma parte específica do corpo para picar?

Não.

3. Tomar complexo B espanta o mosquito?

Tomar a vitamina é recomendada, contudo, não há consenso sobre sua efiácia.

4. Ventilador ou ar condicionado ajudam a espantar o mosquito?

Sim, por dificultarem o voo dele.

5. Quais os sintomas do zika?

Febre, mal-estar, indisposição, dores musculares, vermelhidão na pela e nos olhos.

6. Só grávidas são infectadas?

Não, qualquer pessoa está passível à infecção.

7. Quais doenças estão associadas ao zika?

Microcefalia em bebês e síndrome de Guillain-Barré, que gera fraqueza muscular e paralisia.

8. O mosquito se reproduz em água suja?

Sim, mas prefere água com pouca matéria orgânica.

9. Repelentes devem ser aplicados com que frequência?

É necessário seguir as instruções de cada fabricante.

10. Produtos de citronela afastam o mosquito?

Segundo a Folha de S. Paulo, produtos que emitem fumaça podem ajudar, mas a melhor maneira é borrifar inseticidas.


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Albert Sabin realiza teste do suor para diagnóstico de fibrose cística


O Hospital Infantil Albert Sabin, da Secretaria de Saúde do Estado, é a única instituição pública do Ceará que realiza o teste do suor, capaz de diagnosticar a fibrose cística. A doença, também conhecida como mucoviscidose, é genética, hereditária e tem como principal característica o acúmulo de secreções que afetam os aparelhos respiratórios, pulmonares e as glândulas sudoríparas; como entupimento do intestino; dificuldade para ganhar peso; tosse com secreção; desidratação sem motivo aparente; diabetes e infertilidade. Mas tudo isso, pode ser tratado se houver um diagnóstico preciso e o acompanhamento adequado.

De acordo com a coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas do Albert Sabin, a bioquímica Vânia Feijó, o exame é realizado a partir do encaminhamento de gastroenterologistas ou pneumologistas. “Eles encaminham porque essas crianças sofrem de infecções por repetição”, fala. O teste do suor é realizado por meio da aplicação de pilocarpina (colírio usado para tratar ressecamentos) na pele, seguida da liberação de uma amperagem de três volts durante cinco minutos. Após o processo, o paciente tem os braços envolvidos em gazes e ficam em contato com a pele por 30 minutos. Depois disso, as gazes contendo o suor são removidas para que o material tenha os níveis de cloro medidos. “Há três níveis. Um que vai até 40 pontos e aí está normal. Um de 60 que é o chamado 'border line', está no limite, a gente repete o teste. E, se for mais 60, já é reagente para fibrose cística”, explica Vânia.

O teste do suor é feito todas as terças e quintas-feiras no Hospital Albert Sabin. Para Andressa de Freitas Albuquerque, de apenas seis anos, tornou-se esperança. “Ela se queixa muito de dor de barriga, tem muita diarreia, e isso acontece há quase um ano. Ainda estão fazendo muitos testes. Ela já fez endoscopia, exame de sangue, exame de fezes e ainda não foi descoberto o que é o problema. Aí falaram sobre esse teste aqui no Sabin, tenho esperança que dessa vez a gente consiga descobrir o que é”, conta mãe da menina, Meirivânia de Freitas Albuquerque.

O Hospital Albert Sabin realiza, por dia, 10 exames de teste do suor. Sendo 20 por semana e 80 por mês. Considerando que o teste é feito nos dois braços, o exame é concluído 160 vezes por mês. “E vem gente de todo o estado e de outros estados do nordeste também”, afirma Vânia. Além do teste do suor, o Laboratório de Análises Clínicas do Albert Sabin é responsável por mais 100 mil coletas e oferece 246 tipos de exames: hematológicos, imunológicos, bioquímicos, microbiológicos, hormonais, parasitologia, gasometria e sumário de urina.



Assessora de Comunicação do Hospital Infantil Albert Sabin

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Obesidade aumenta risco cardíaco, diz estudo

O ponteiro da balança subiu e o excesso de peso atinge 52,5% dos brasileiros, segundo pesquisa Vigitel 2014, (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Foram realizadas 41 mil entrevistas para o levantamento.
 
Os dados são divulgados anualmente pelo Ministério da Saúde desde 2006 e revela um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física.
 
Dessa porcentagem 17,9% são obesos, fatia que se manteve estável nos últimos anos. Em 2013, o levantamento apontou que 50,8% dos brasileiros estavam acima do peso e que, destes, 17,5% eram obesos. Já em 2006, o total de pessoas acima do peso era de 42,6% e de obesos era de 11,8%.
 
Os números mostram que o excesso de peso é maior entre os homens - 56,5% contra 49,1% das mulheres. Já a taxa de obesidade não é muito diferente entre os dois gêneros - 17,9% entre o sexo masculino e 18,2% entre o sexo feminino. Os maiores índices de excesso de peso foram encontrados em pessoas com idade entre 45 e 64 anos - 61% estão acima do peso.
 
Os jovens com idade entre 18 a 24 anos registram 38%. A proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, no entanto, é um dado preocupante apontado pela pesquisa - chega a 17,9%, embora tenha se mantido estável nos últimos anos.
 
Para a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Déborah Malta, chama a atenção dos pesquisadores o fato do índice de obesidade dobrar com a idade. "Nas faixas etárias entre 18 e 24 anos o índice [de excesso de peso] praticamente dobra aos 35 e 44 anos. Em relação à obesidade, a taxa triplica na comparação entre as duas populações: sai de 8,5% [de 18 a 24 anos] para 22% [35 a 44 anos]", explica a especialista.
 
Fator de risco
 
Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. 
 
Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. "O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ainda não está convencido? A obesidade ou até mesmo o sobrepeso são fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, aumento do colesterol e osteoartrite, além da degenarão e desgaste do disco vertebral.  
 
Especialistas afirmam que melhorar a qualidade de vida praticando exercícios físicos regularmente, alimentando-se de maneira saudável, controlando o peso, bebendo água e realizando um check-up médico pelo menos uma vez ao ano é a única saída para quem deseja viver saudável e melhor.

Como cientistas podem ter descoberto acidentalmente a cura para o câncer

Enquanto buscavam testar a eficácia de uma vacina contra a malária em mulheres grávidas, cientistas da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriram que determinada proteína da malária pode, na verdade, combater células cancerígenas.
Quando mulheres grávidas são infectadas com a malária, a placenta pode ser atacada, prejudicando também o feto. Há algum tempo eram buscadas semelhanças entre tumores e a placenta, dado seu padrão de crescimento, mas só agora foi possível encontrar uma: a proteína da malária conecta-se ao mesmo carboidrato em ambos os tecidos.
A placenta é um órgão, que em alguns meses cresce a partir de poucas células em um órgão que pesa cerca de 1 quilo, e provê ao embrião oxigênio e alimentação em um ambiente relativamente estranho. De certa forma, tumores fazem o mesmo, eles crescem agressivamente em um ambiente estranho“, afirmou Ali Salandi, da Universidade de Copenhagen. Frente a isso, os pesquisadores se deram conta de que essa proteína criada pode também atacar as células do câncer, o que seria um grande passo rumo à cura da doença.
Conforme o estudo, publicado no Cancer Cell, testes já foram feitos em camundongosportadores de câncer e apresentaram resultados. Em até 4 anos, os pesquisadores desejam realizar testes em humanos, mas já avisam que o resultado pode ser um tiro pela culatra: há chances de que o organismo humano não consiga processar a quantidade de proteína de malária necessária para curar um câncer.

E quando o tema é saúde, todos os avanços e ajudas são importantes. Por isso, não poderíamos deixar de indicar o novo app brasileiro HealthMeApp, que funciona como uma grande rede colaborativa que permite indicar e buscar médicos. Disponível para iOS e Android, ele promete ser a resposta para atender uma demanda crescente da sociedade: a busca qualificada por indicações de médicos.
O cadastro no novo app pode ser vinculado à conta do Facebook do usuário. A grande vantagem dessa opção é a possibilidade de ver as indicações feitas por amigos conectados pela rede social. “Isso deixa a experiência ainda mais rica, pois além de ver indicações gerais sobre algum médico, você pode interagir com seus amigos para ter ainda mais informações sobre determinado profissional”, comenta Guilherme Magalhães, um dos criadores.

Blog Moisés Arruda

Curso atualiza em vigilância e controle de dengue e Chikungunya


O Ceará registrou este ano cinco casos de febre Chikungunya, todos importados de áreas endêmicas – três do município de Oiapoque, no Amapá, um da República Dominicana e um do estado da Bahia. Diante da ameaça de instalação da doença, a Secretaria da Saúde do Estado realizará de 19 a 23 de outubro, no Hotel Costa do Mar, Avenida Historiador Raimundo Girão, 1338, Meireles, em parceria com a Secretaria de Vigilância à Saúde do Ministério da Saúde, o Curso de Atualização em Vigilância e Controle da Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus, três doenças transmitidas pelo mesmo vetor – o mosquito Aedes aegypti. Dirigido a técnicos de vigilância epidemiológica e de controle de vetores das Coordenadorias Regionais de Saúde da Sesa e das Secretarias Executivas Regionais de Fortaleza, o curso vai reforçar os conceitos da nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a dengue e fortalecer a estruturação da vigilância da febre Chikungunya no Ceará.
 
Em todo o Brasil foram registrados este ano 3.780 casos autóctones de febre Chikungunya, a maioria deles na Bahia, que tem 17 municípios com transmissão da doença, seguida do Amapá, com transmissão em cinco municípios, e Brasília. As informações estão na Nota Técnica publicada na terça-feira, 13 de outubro, pela Secretaria da Saúde do Estado. Com relação a essa doença, o documento avalia que “diante da circulação do vírus da dengue no estado do Ceará, a infestação do Aedes Aegypti em quase todos os municípios do estado e o fluxo intenso de turistas procedentes de áreas com transmissão, favorecem o risco de introdução e circulação viral”. A nota faz alerta “aos estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos para o aparecimento de casos suspeitos de Febre de Chikungunya, a fim de desencadear as ações necessárias de investigação epidemiológica e controle vetorial de forma oportuna, evitando a disseminação da doença”.
 
Em outra Nota Técnica publicada, a Secretaria da Saúde do Estado relata que na segunda quinzena de maio foi iniciada a coleta de amostras dos casos suspeitos de Zika Vírus de pacientes atendidos no Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ). Foram coletadas e encaminhadas 55 amostras para o Instituto Evandro Chagas, em Belém, no Pará. Até o momento, das 18 amostras processadas, 14 foram confirmadas, sendo 12 casos do município de Fortaleza, um em Pentecoste e um em Santana do Acaraú. As demais amostras permanecem em análise. Em função da circulação do vírus da dengue no estado do Ceará e seu curso clínico por vezes similar ao Zika Vírus, a nota alerta os serviços e profissionais de saúde a manterem "as rotinas que garantam o adequado seguimento do protocolo de manejo clínico nos casos de dengue, objetivando a redução da ocorrência de casos graves ou óbitos".
 
De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado na sexta-feira, 9 de outubro, o Ceará confirmou este ano 50.583 casos de dengue em 168 municípios. Os casos graves da doença somam 756 confirmações e 62 óbitos. Maio é o mês com o maior número de confirmações, com 15.595 casos registrados, e setembro aparece com o menor número de casos, no total de 366.

Assessoria de Comunicação da Sesa