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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ciro diz que população terá os resultados esperados da saúde


Com mensagens atenciosas aos ex-gestores e aos servidores,  Ciro Gomes assumiu no final da manhã desta quinta-feira, 12 de setembro, a Secretaria da Saúde do Estado. “Vocês não têm ideia de como vou precisar e o quanto vou exigir de vocês para enfrentar esse desafio, afirmou se dirigindo aos funcionários", destacando  que "esse talvez seja o maior desafio da minha vida. Vamos trabalhar muito, com metas e objetivos para trazer os resultados que a população espera e precisa".  Ele já se reuniu, logo após a transmissão de cargo, com um grupo de representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Ceará (Sindsaúde).

Ao demonstrar confiança e transmitir segurança no trabalho que é realizado, Ciro Gomes ressaltou: “não temos que ter sustos com a percepção que a população tem da saúde”, especialmente no Ceará, onde quase 90% da população depende do sistema público de atenção. “Nosso foco é o cearense doente ou com medo de ficar doente e nosso meio são os profissionais de saúde”, afirmou. Como primeira grande tarefa à frente da Secretaria da Saúde, Ciro apontou a remoção dos entraves à gestão. “Vamos tentar correr contra todos os passivos, limpar ou encerrar esses assuntos”, disse.

“Não há precedentes de volume de investimentos na Saúde nas gestões de João Ananias e Arruda Bastos, sob a liderança do governador Cid Gomes”, observou Ciro Gomes para depois acrescentar que “estamos avançando como nenhum outro Estado tem conseguido”. Para ele, o Governo Cid Gomes está fazendo o que já deveria ter sido feito há tempos – desconcentrar a oferta de serviços de saúde, com a interiorização da assistência através de policlínicas, Centros de Especialidades Odontológicas, hospitais regionais e Unidades de Pronto Atendimento. Essa interiorização, com a construção da nova rede de assistência, foi destacada por Arruda Bastos, que antes da fala de Ciro Gomes, fez um balanço dos resultados e desafios na gestão da saúde nos últimos sete anos. O ex-secretário afirmou que "o substrato para a consolidação e funcionamento da nova rede são os consórcios públicos de saúde, criados e implantados pela inteligência da Sesa na nossa gestão. Com isso, promovemos a solidariedade regional e o protagonismo republicano".  
Ciro Gomes falou sobre a necessidade do fortalecimento da atenção básica, papel das prefeituras municipais, ao afirmar que os postos de saúde funcionando, abertos em três turnos, resolverão de 80% a 85% dos problemas das pessoas com o cuidado ambulatorial. Disse, também, que vai enfrentar o problema da lotação das emergências hospitalares e das filas para cirurgias eletivas e reafirmou que em 90 dias “não haverá mais o chamado piscinão no HGF, a ala de recepção do hospital utilizada  para atendimento devido o grande número de pacientes.

A solenidade de transmissão de cargos teve a participação de autoridades e servidores, entre eles o  vice-governador Domingos Filho, que representava o governador Cid Gomes, o senador Inácio Arruda, o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, representando o ministro Alexandre Padilha, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, os deputados federal João Ananias e Arnon Bezerra, o presidente da Câmara de Vereadores de Fortaleza, Wálter Cavalcante.

Após a posse, a primeira reunião de Ciro Gomes na Sesa foi com representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Ceará (Sindsaúde).

Assessoria de Comunicação da Sesa

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

III Reunião do Fórum Regional de Conselheiros de Saúde/2013

Será realizada no dia 12 de setembro de 2013 de 8 as 12 horas no auditório da Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia em Sobral a III Reunião do Fórum Regional de Conselheiros de Saúde. O tema do Fórum será sobre: O papel da Auditoria no Estado do Ceará. Está previsto a participação de 80 (oitenta) conselheiros de saúde representando os municípios da 11ª CRES/Sobral. Sabemos que para o total sucesso da III Reunião do Fórum de 2013, se faz necessário a presença e a efetiva participação de todos para o fortalecimento do controle social no SUS.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Um vírus 'do bem' no caminho da leishmaniose tegumentar

É, como no ditado popular, um ladrão que rouba outro: um vírus que não tem como alvo o homem, mas o parasito causador de uma doença humana. Este é o caso curioso da leishmaniose – que afeta 1,5 milhão de pessoas, todos os anos, em 88 países – e do vírus conhecido como LRV (vírus de RNA de Leishmania). A ciência vem acumulando descobertas sobre este fenômeno e um pedaço controverso deste quebra-cabeças acaba de surgir, em estudo publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.
Foram analisadas 48 amostras extraídas de lesões de pacientes que apresentavam diferentes formas clínicas da doença (Foto: Gutemberg Brito)
Fatores numerosos
Cerca de 10 espécies de Leishmania que podem causar a leishmaniose tegumentar circulam no Brasil. Estas podem ser transmitidas por diversas espécies de insetos flebotomíneos num ciclo que também envolve reservatórios silvestres e animais domésticos, como hospedeiros. Soma-se a este circuito complexo o vírus de RNA de Leishmania (LRV, na sigla em inglês), que pode infectar algumas espécies destes protozoários. Dois subtipos deste vírus já foram identificados, LRV1 (em espécies circulantes no novo mundo, ou seja, nas Américas) e LRV2 (em Leishmania (L.) major, uma espécie da Europa, também chamada de Velho mundo).
Embora tenha sido identificado pela primeira vez na década de 1990, pouco se sabia sobre o LRV até 2011, quando pesquisadores da Universidade de Lausanne, na Suíça, publicaram um estudo na revista Science. A descoberta associava a infecção do parasita pelo vírus LRV1 ao agravamento da doença humana: segundo os pesquisadores, haveria impacto sobre as metástases e as
manifestações da forma mucocutânea da doença (considerada a mais severa devido às lesões crônicas que provoca na pele e nas mucosas do nariz e da faringe). A presença do vírus ativaria uma resposta imunológica hiperinflamatória do paciente e, consequentemente, desfavorável ao controle do agravo. Após recente investigação, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) lançam nova luz sobre o assunto.

Novos dados
De acordo com a principal autora do artigo, a pesquisadora Luiza Pereira, e com a chefe do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Médicas do IOC, Márcia Pereira de Oliveira, o objetivo da equipe brasileira era conduzir experimentos para identificar a presença do vírus LRV1 em casos graves vindos do estado do Rio de Janeiro. "Como o trabalho da Science havia utilizado apenas modelos experimentais de camundongos infectados com a espécie Leishmania (V.) guyanensis, identificamos a necessidade de incluir a principal espécie causadora de leishmaniose tegumentar no Brasil, que está associada ao maior número de casos de metástase: a Leishmania (V.) braziliensis", explicam. O estudo teve ainda a participação de pesquisadores do Laboratório de Pesquisas em Leishmaniose do IOC, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos.
Foram analisadas 48 amostras extraídas de lesões de pacientes que apresentavam diferentes formas clínicas da doença. Destes, nove eram portadores da forma mucosa (usualmente associada metástases após a cura clínica ou espontânea); dois possuíam a forma mucocutânea (que provoca lesões simultâneas na pele e na mucosa); 27 apresentavam quadro clássico; cinco tinham lesões recidivas; e cinco amostras eram oriundas de cicatrizes. Os pacientes estudados haviam contraído a doença nas regiões Nordeste; Sudeste, onde circula apenas a espécie Leishmania (V.) braziliensis; e Norte, território com maior diversidade genética de espécies, incluindo a circulação simultânea da Leishmania (V.) guyanensis e da Leishmania (V.) braziliensis.
A equipe do IOC encontrou o vírus LRV1 em apenas duas das amostras estudadas. Ambas eram oriundas de pacientes da região amazônica, infectados pela Leishmania (V.) guyanensis e com histórico de reincidência da doença após uma situação de cura clínica. Este achado corroborou a teoria de que a infecção de protozoários da espécie Leishmania (V.) guyanensis pelo vírus LRV1 pode estar associada a uma maior severidade da doença.
Gravidade multifatorial
Por outro lado, o vírus não foi identificado em nenhuma das dezenas de amostras coletadas nas áreas endêmicas para a doença no Sudeste e Nordeste – nem mesmo em pacientes graves que estavam infectados por Leishmania (V.) braziliensis. A partir dos dados, a conclusão sugerida é de que o vírus LRV1 não poderia ser o único fator associado ao agravamento do quadro clínico da
leishmaniose.

"Dada a complexidade natural da doença, em que são diversas as manifestações clínicas e os agentes que as influenciam, é provável que mais de um fator contribua para gerar formas clínicas tão diversas” afirmam. Um dos indícios desta multifatorialidade pode ser observada na forma mucosa da leishmaniose cutânea, que acomete entre 5% e 10% dos pacientes mesmo anos após a cura: nesta situação, os mais atingidos são os mais velhos.
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), são registrados 58 mil casos anuais no continente americano e o Brasil responde por 22 mil, perfazendo quase 40% do total. O país integra o rol das seis nações que concentram 90% dos casos no mundo, juntamente com o Afeganistão, Irã, Peru, Arábia Saudita e Síria.
Soma de esforços
De acordo com a pesquisadora Márcia Pereira de Oliveira, entender as implicações de um vírus alojado em um protozoário para a evolução da doença no paciente é tarefa para muitos pesquisadores. "É preciso olhar para os aspectos do hospedeiro, do vetor e do parasita de forma integrada, porque todos contribuem para o conjunto de manifestações clínicas. Para entender a leishmaniose, é preciso olhá-la com a multiplicidade que ela exige", ressaltou.
Luiza Pereira reforça a perspectiva de colaboração e indica que os próximos passos no conhecimento dos impactos do vírus LRV1 na leishmaniose tegumentar dependem da integração de esforços de pesquisadores em todo o Brasil. "Para entender a dinâmica deste vírus, será necessário mapear sua circulação em diferentes regiões do país, manter um banco de dados de amostras e acompanhar a evolução dos pacientes. Estamos iniciando um trabalho, em colaboração com o Laboratório de Pesquisas em Leishmaniose do IOC e outros grupos, com o objetivo de estudar a coevolução de Leishmania e LRV no Brasil.", finalizou Luiza.
Agência Fiocruz de notícias

Fóruns da Rede Cegonha serão instalados em Sobral e Tianguá


Mais dois fóruns da Rede Cegonha serão instalados pela Secretaria da Saúde do Estado, nas regiões de saúde de Sobral, nesta quinta-feira, 12 de setembro, e na Ibiapaba, na sexta-feira, 13 de setembro. Em Sobral, a instalação do Fórum acontecerá no Salão Vênus do Centro de Convenções, na Avenida Dr. Arimateia Monte e Silva, 300, Campo dos Velhos, reunindo representantes dos 24 municípios da 11ª Região de Saúde. Na Ibiapaba, a reunião acontecerá no auditório da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, na Rodovia CE 187, Km 02, Frecheiras, em Tianguá, com a participação dos representantes dos oito municípios da região de Saúde.

As reuniões de instalação dos fóruns apresentam os integrantes do Comitê Regional de Controle da Mortalidade Materna e Infantil e os indicadores de óbitos e nascimentos das regiões de Saúde que compõem a rede. A Sesa promove a instalação dos Fóruns Regionais da Rede Cegonha com a finalidade de fortalecer a Rede perinatal e ofertar assistência humanizada e qualificada às mulheres e crianças, favorecer o acesso às informações, diretrizes e aprofundamento das práticas de atenção que defendam e protejam a vida. Já foram instalados os fóruns das regiões de Saúde de Fortaleza e Cascavel, Crato, Quixadá, Canindé, Juazeiro do Norte, Itapipoca, Icó, Iguatu, Aracati, Limoeiro do Norte e Russas.

De caráter permanente, o Fórum Regional da Rede Cegonha reúne gestores municipais, profissionais e técnicos da saúde, representação de mulheres e da sociedade civil organizada, com a responsabilidade da gestão das políticas de atenção à saúde da gestante e dos recém-nascidos e da criança até dois anos. A Rede Cegonha é um programa lançado pelo Ministério da Saúde que tem o objetivo de atender todas as brasileiras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida da criança.  É uma Rede de cuidados que assegura às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo, à atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério e, às crianças, o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis.

No Ceará, a Rede Cegonha tem os serviços integrados em 17 Redes de 23 regiões de saúde. O Plano de Ação da Rede Cegonha para as Regiões de Saúde do Ceará, aprovado em junho de 2011 pelo Ministério da Saúde, prevê 27 Centros de Parto Normal, 22 casas da gestante, bebê e puérpera, criação de 263 leitos de gestação de alto risco, 70 leitos de UTI adulto tipo II, 176 leitos de UTI neonatal tipo II, 321 leitos de UCI neonatal e 135 leitos de UCI Canguru. Também inclui a qualificação de 203 leitos de gestação de alto risco; 96 leitos de UTI adulto tipo II; 117 leitos de UTI neonatal tipo II e 156 leitos de UCI neonatal. Os serviços deverão funcionar plenamente até o fim de 2014.

Assessoria de Comunicação da Sesa

Encontro mobiliza municípios para o controle da sífilis congênita


“Nossos bebês não devem nascer com sífilis. Com esse alerta, a Secretaria da Saúde do Estado e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Ceará reunirão na sexta-feira, 13 de setembro, os gestores municipais da saúde no colóquio científico “Sífilis congênita: no Ceará não tem disso, não?”, que acontecerá das 8 às 12 horas, no Mareiro Hotel, Avenida Beira Mar, 2380, Meireles. Na abertura, será lançado o informativo para profissionais de saúde sobre o manejo de pacientes com sífilis congênita (veja o informativo, na íntegra), produzido pela Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa. O encontro vai mobilizar os secretários de saúde para melhorar a atenção pré-natal realizada pela atenção básica no diagnóstico e tratamento de gestantes com a doença.

Os casos de sífilis congênita preocupam. Em 2005 foram diagnosticados 366 casos no Ceará. Em 2012, o número de casos ficou em 936. Mais da metade de crianças com a doença, 502 no total, tiveram o diagnóstico somente no momento do parto ou pós-parto. Entre 70% e 100% das mulheres com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente transmitem a doença para os seus bebês durante a gravidez. Os problemas relacionados à sífilis podem ser evitados com medidas de proteção e prevenção realizadas em um pré-natal de qualidade pelas equipes de saúde da família em cada município.

Apoio aos municípios

Com o foco da prevenção, o Ceará foi o primeiro estado brasileiro a universalizar, em 2010, os dois testes de HIV e sífilis para gestantes no pré-natal. A universalização do exame foi possível com a aquisição de equipamentos para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), unidades da rede estadual de saúde que realizam os testes. A Sesa realizou capacitações para a aplicação do novo teste rápido de HIV e sífilis, que diminui o risco de falso positivo. Para avançar no tratamento da doença, em 2012 a Secretaria distribuiu kits de reação anafilática por penicilina a 183 municípios para o tratamento de possíveis reação alérgica em pacientes com sífilis.

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência, as pessoas se despreocupam e não buscam diagnóstico e tratamento. Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode até levar à morte.

Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

Assessoria de Comunicação da Sesa

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dia Nacional de Combate ao Fumo tem atividade no Center Um


A Secretaria da Saúde do Estado realizará atividades educativas e prestará orientações e serviços sobre o tabagismo nesta quinta-feira, 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, das 14 às 18 horas, no Shopping Center Um, Aldeota. Criado por lei em 1986, o Dia Nacional de Combate ao Fumo tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Os fumantes que circularem pelo shopping terão a oportunidade de saber o nível de contaminação por monóxido de carbono nos pulmões, medido através do monoxímetro.  

Com abordagem voltada para a iniciação ao fumo, a campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo trabalha este ano o uso do narguilé, também é conhecido como cachimbo d’água ou shisha. De acordo com dados de pesquisa de 2008, o cachimbo de origem oriental tinha, na época, quase 300 mil consumidores no país. O uso de narguilé está associado com o desenvolvimento do câncer de pulmão, doenças respiratórias, doença periodontal e com o baixo peso ao nascer,  além de possibilitar a exposição a doses suficientes de nicotina que causam dependência. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma sessão de narguilé dura em média de 20 a 80 minutos, o que corresponde à exposição de todos os componentes tóxicos presentes na fumaça de aproximadamnente 100 cigarros.

Estudos também apontaram que o uso de narguilé, após 45 minutos de sessão, acarreta elevação das concentrações plasmáticas de nicotina, de monóxido de carbono expirado e dos batimentos cardíacos. Ocorre também maior exposição a metais pesados, altamente tóxicos e de difícil eliminação, como o cádmio. A longo prazo, seu consumo pode causar câncer de pulmão, boca e bexiga, aterosclerose e doença coronariana. Mas os riscos do uso do narguilé não estão somente relacionados ao tabaco, mas também a doenças infecto-contagiosas. O hábito de compartilhar o bucal entre os usuários pode resultar na transmissão de doenças como herpes, hepatite C e tuberculose.

O Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria da Saúde do Estado atende a população no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) e no Centro de Saúde Meireles. No HM, o programa foi criado em 2002 e já ajudou mais de 2 mil fumantes a abandonarem o vício.  Tanto no HM quanto no Meireles, fumantes são acompanhados por equipes multiprofissionais, formadas por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiras, nutricionistas.

No início do tratamento os pacientes são ouvidos sobre a motivação para deixar de fumar. São realizados exames para conheci mento sobre o quadro de saúde dos pacientes e o grau de dependência da nicotina, uma das principais substâncias encontradas no cigarro. O tratamento é baseado em abordagem cognitivo-comportamental e em uso de medicamentos. Orientações permanentes e em grupo sobre alimentação saudável e os riscos do tabagismo para a saúde também são rotina no Programa de Controle do Tabagismo.

Um único cigarro possui mais de 4 mil substâncias tóxicas, das quais 60 são comprovadamente cancerígenas, causando pelo menos 14 tipos diferentes de câncer. O principal fator de risco de doenças coronárias, como o infarto do miocárdio, é o uso de cigarro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabaco mata cerca de 10 mil pessoas por dia e é a principal causa de morte no mundo, seguida pelo álcool e pela inalação indireta do fumo, ou seja, que atinge aquele indivíduo que não fuma, mas convive com fumantes.

A possibilidade de o fumante passivo sofrer um infarto chega a ser 24% mais que uma pessoa que nunca foi exposta ao cigarro. Segundo o Inca – Instituto Nacional do Câncer, o número de mortes anuais chega a 2.655. O tabagismo também é considerado uma doença pediátrica, pois quem mais sofre com o fumo passivo são as crianças, que podem desenvolver doenças cardiovasculares.

Segundo dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), realizado pelo Ministério da Saúde, o número de fumantes permanece em queda no Brasil. De 2006 a 2011, o percentual de fumantes passou de 16,2% para 14,8%. A incidência de homens fumantes no período 2006-2011 diminuiu a uma taxa média de 0,6 % ao ano.

O Vigitel 2011 apontou que 11,8% dos brasileiros não-fumantes moram com pelo menos uma pessoa que fuma dentro de casa. Além disso, 12,2% das pessoas que não fumam convivem com algum colega fumante no local de trabalho. De acordo como o INCA, pelo menos 2,6 mil não fumantes morrem no Brasil por ano devido a doenças provocadas pelo tabagismo passivo. Realizada nas capitais, a pesquisa mostrou que 10% da população de adultos de Fortaleza é de fumantes.

Mais informações sobre o serviço do Centro de Saúde do Meireles podem ser obtidas pelo telefone 31011440. No Hospital de Messejana, os que querem deixar de fumar podem solicitar informações pelo telefone 3101.4062.

Assessoria de Comunicação da Sesa

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Curso forma ouvidores do SUS para os municípios do Ceará


A Ouvidoria Geral da Secretaria da Saúde do Estado realizará, em parceria com a Escola de Gestão Pública do Estado do Ceará (EGP) e a Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE), o Curso Básico de Formação de Ouvidores Públicos, dirigido aos técnicos em ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) dos municípios cearenses. O curso de 40 horas-aula será ministrado em Fortaleza e formará três turmas. A primeira, de 26 a 30 de agosto, é destinada aos municípios da Macrorregião de Saúde do Cariri, a segunda, de 9 a 13 de setembro, para as Macrorregiões de Fortaleza e Sertão Central, e, a terceira, de 23 a 27 de setembro, para a Macrorregião de Sobral. Informações sobre as inscrições podem ser obtidas nas Coordenadorias Regionais de Saúde ou na Ouvidoria Geral da Sesa pelo endereço eletrônico ouvidoriasesa@saude.ce.gov.br ou pelo telefone (85) 3101.5227.

No Ceará, 93 municípios que aderiram ao Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP) assumiram o compromisso de implantar suas ouvidorias do SUS até final de 2013 e 61 informaram já dispor de ouvidorias em funcionamento. O Estado assumiu a tarefa de colaborar com o apoio técnico e a qualificação das equipes dessas ouvidorias municipais, e a União comprometeu-se em fornecer o Sistema Informatizado OuvidorSUS e o apoio técnico para garantir o bom funcionamento dessas ouvidorias. Estabelecidos entre municípios, Estado e União em 20 regiões de saúde, os Contratos Organizativos de Ação Pública definiram compromissos das três esferas de governo com a estruturação do Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS no Ceará.

As ouvidorias do SUS têm o papel de acolher as manifestações dos cidadãos, efetuar o encaminhamento, orientação e acompanhamento da demanda e dar retorno ao usuário, na busca de propiciar uma resolução adequada aos problemas apresentados; ampliar a participação dos cidadãos na gestão do SUS; possibilitar à instituição a avaliação contínua da qualidade das ações e dos serviços prestados; e subsidiar a gestão nas tomadas de decisões e na formulação de políticas públicas de saúde. A estruturação do Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS no âmbito do Estado do Ceará envolve o apoio, o monitoramento e a avaliação do processo de implantação e implementação das Ouvidorias do SUS nos municípios e nas unidades assistenciais de saúde pública, contando com a participação ativa do Fórum Cearense de Ouvidorias do SUS, composto pelas ouvidorias do SUS já existentes no Ceará.

Os usuários do SUS podem falar com as ouvidorias da Secretaria da Saúde do Estado, incluindo hospitais, unidades e regionais de saúde pelo telefone 0800.275.1520, por carta (Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema – CEP 60060-440), ou pelo SOU Sistema de Ouvidoria.

Assessoria de Comunicação da Sesa