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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Saúde amplia atendimentos odontológicos pelo País

Atualmente, mais de 80% dos adultos e mais de 90% dos idosos têm problemas que podem levar à perda do dente. Para mudar esse quadro, foram lançadas uma estratégia de ações em saúde bucal voltadas para cidadãos de todas as idades.

Até a implementação da nova estratégia, apenas 3,3% dos atendimentos odontológicos feitos no Sistema Único de Saúde correspondiam a tratamentos especializados. Quase todos os procedimentos eram mais simples, como extração dentária, restauração, pequenas cirurgias e aplicação de flúor. 

Dessa forma, as novas ações têm como principais premissas viabilizar a adição de flúor a estações de tratamento de águas de abastecimento público; e reorganizar a Atenção Básica e a Atenção Especializada (implantação de Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias).

Hoje, os Centros de Especialidades Odontológicas estão preparados para oferecer à população, no mínimo, os seguintes serviços:
§  diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico de câncer de boca;
§  periodontia especializada (a periodontia trabalha com os tecidos próximos aos dentes, como as gengivas);
§  cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros;
§  endodontia (cuida das lesões da polpa e da raiz dentária);
§  atendimento a portadores de necessidades especiais.

(Fonte: Ministério da Saúde)

AÇÃO PREVENTIVA

Fiocruz capacita equipe para atender casos de ebola que chegarem ao país
Anderson Pires
jornalismo@cearanews7.com.br
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, está capacitando cerca de 50 pessoas, de faxineiros a médicos da instituição, para atender e tratar pacientes infectados pelo vírus ebola que entrarem no Brasil. A epidemia afeta quatro países africanos e matou mais de 1,2 mil pessoas desde março deste ano.
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), na capital fluminense, que faz parte da Fiocruz e é responsável pelo treinamento, foi indicado como referência para receber casos suspeitos de infecção pelo vírus ebola. Duas salas do INI já estão prontas para isolamento de paciente com suspeita de contaminação.
A Fiocruz reiterou que nenhum caso foi identificado no país, mas o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, explicou hoje (19), na abertura do sétimo congresso da instituição, que a fundação quer ser referência para o acolhimento de pessoas com ebola e também para o diagnóstico da doença.
“As possibilidades de termos casos de ebola no Brasil são muito remotas, mas virtualmente existem e o país não pode ficar despreparado”, comentou. “Na medida em que houver esse tipo de atenção, toda a unidade hospitalar precisa saber quais são as repercussões, os fluxos, rotina e prioridades. O mesmo ocorre na área laboratorial, para que os exames sejam realizados em ambiente de segurança”, contou.
Gadelha explicou que está sendo criada uma área de preparação para outras doenças emergentes globais. “O ebola traz um desafio e uma oportunidade para que evoluamos na capacitação que já temos. Então estamos fazendo o que já fazíamos, mas agora com intensidade, estrutura e abrangência muito mais robustas, que são necessárias para o país”, declarou.
Com informações da FioCruz

terça-feira, 26 de agosto de 2014

OMS recomenda proibição de cigarros eletrônicos para menores

Da Agência Lusa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou hoje (26) a proibição da venda de cigarros eletrônicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" à saúde.
Os peritos aconselharam também que seja proibido o consumo desse tipo de cigarro em espaços públicos fechados, de acordo com documento divulgado pela OMS.
"As provas existentes mostram que os cigarros eletrônicos não são simples vapor de água", como argumentam frequentemente os fabricantes. Com isso, o consumo em espaços públicos fechados deve ser proibido, "a menos que seja provado que esse vapor exalado não é perigoso para quem está mais próximo", acrescenta o texto.
Segundo a OMS, há provas suficientes para uma advertência às "crianças, aos adolescentes, às grávidas e mulheres em idade fértil" sobre as consequências, a longo prazo, do consumo do cigarro eletrônico no desenvolvimento do cérebro.

As recomendações foram publicadas pela organização no âmbito da sexta sessão da Conferência das Partes Signitárias da Convenção-Quadro da OMS sobre o Controle do Tabaco, que será realizada de 13 a 18 de outubro em Moscou.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Revista Radis alerta para os desafios das leishmanioses

A edição deste mês da revista Radis (número 143 - agosto 2014) destaca, na reportagem de capa, as leishmanioses - grupo de doenças negligenciadas de difícil diagnóstico, controle e tratamento, que causam de 20 mil a 30 mil mortes por ano em todo o mundo. A publicação também apresenta os resultados da pesquisa Nascer no Brasil, cujos dados mostram que a cesariana, que deveria ser uma intervenção utilizada apenas para beneficiar mulheres e crianças em situação de risco, é o meio mais utilizado na hora do parto. Outra reportagem aponta a relação entre a interferência humana e o aquecimento global. 
Na matéria sobre as leishmanioses, o repórter Bruno Dominguez faz um alerta: o aumento da letalidade e a velocidade com que a doença se expande para o meio urbano se contrapõem às medidas de prevenção, informação para diagnóstico precoce e desenvolvimento de vacinas e medicamentos alternativos - que não avançam na velocidade necessária. “É uma doença complexa, que demanda resposta complexa”, resumiu a pesquisadora do Laboratório Insterdisciplinar de Pesquisas Médicas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Claude Pirmez


Flebótomo mosquito transmissor
das Leishmanioses
Ainda de acordo com o texto, as leishmanioses são endêmicas em 98 países, atingindo em especial nações em desenvolvimento, dada sua relação com pobreza, habitação precária e subnutrição. “O Brasil está na lista dos países que concentram 90% dos 1,3 milhão de novos casos registrados por ano no mundo, junto de Bangladesh, Índia, Etiópia, Nepal e Sudão”, informa a matéria de capa da Radis.
Outra reportagem de destaque traz os resultados da pesquisa Nascer no Brasil, coordenada pela pesquisadora Maria do Carmo Leal, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Intitulada Nascer é normal, a matéria revela que os índices brasileiros de cesariana estão longe das taxas decrescentes apresentadas pelos países desenvolvidos: "do total de partos realizados em todo o Brasil, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012, 52% foram cesarianas. No setor privado, que atende, em sua maioria, mulheres com mais escolaridade e maior poder aquisitivo, os índices chegam a 88% dos nascimentos", revela. 
Ainda são destacadas a falta de preparo das mães para o parto, a predominância da medicalização abusiva, a legislação e no texto Recursos jornalísticos para a defesa velada da cesariana, a Radis analisa uma reportagem produzida por um jornal de grande circulação que encobre a opção por esse tipo de parto.


Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Encontro reúne especialistas internacionais para debater o contexto do tabaco

Tatiane Vargas / Informe Ensp


Apresentar um panorama mundial sobre os desafios e perspectivas para o controle do tabaco no Brasil e no mundo foi o objetivo do seminário internacional realizado pelo Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). A atividade contou com a participação de quatro lideranças mundiais no assunto: Roberto Iglesias, Stella Bialous, Tânia Cavalcante e Vera Luiza da Costa e Silva, cujas palestras abordaram a política de preços e impostos dos produtos derivados dessa substância, as estratégias inovadoras da indústria, as perspectivas da Política Nacional de Controle do Tabaco, além dos desafios para o controle do fumo no mundo, respectivamente. O evento, que encerrou as atividades do curso de atualização em Políticas de Controle do Tabagismo, teve como mediadora a coordenadora do Cetab, Valeska Figueiredo.


Foto O Plano de Enfrentamento as Doenças Crônicas Não Transmissíveis 
2011-2022 foi citado no evento como um grande avanço  
No que se refere às taxas e impostos de produtos derivados do tabaco no Brasil e na América Latina, o economista do Banco Mundial, Roberto Iglesias, discorreu sobre algumas práticas tributárias, incluindo a experiência da América Latina e do Brasil, além de questões relacionadas ao aumento dos impostos nos produtos oriundos da substância. Segundo ele, a tributação sobre o tabaco deve contribuir para reduzir o consumo per capita e a prevalência de fumantes, pois, aumentando relativamente o preço dos produtos de tabaco frente a outros bens de consumo e a renda pessoal, estimula-se a redução ou cessão do tabagismo.
“A tributação especial no Brasil e em outros países da América Latina vem contribuindo significativamente para a redução do controle do tabaco. Se não houver efeito no preço, não há efeito no consumo”, apontou ele. Sobre a experiência tributária, Iglesias comentou uma comparação na mudança da estrutura por tipo de imposto e por nível de renda entre 2008 e 2012 em países da América Latina, que melhorou significativamente as políticas tributárias sobre o tabaco. “Os maiores desafios para o controle do tabaco estão nos países de renda baixa”. O economista ressaltou ainda algumas questões no que diz respeito ao aumento dos impostos sobre o tabaco, já que, na opinião dele, há falhas em diversas variáveis necessárias para a tomada de decisão.

Os artifícios da indústria do tabaco
As inovadoras estratégias da indústria do tabaco no mundo foi o tema abordado pela presidente da Tobacco Policy International - uma organização de pesquisas e consultoria sobre políticas -, Stella Bialous. De acordo com ela, a indústria, por meio de diferentes estratégias, acessa as informações de vários níveis do governo e setores, obtendo ampla oportunidade de influenciar o processo político e de elaboração de políticas públicas. Stella apontou alguns exemplos de manobras para controlar o processo político e legislativo, tais como: usar lobistas, posicionar uma agência de governo contra a outra, promover autorregulamentação como opção à legislação, além de criar parcerias com órgãos do governo.
Outro artifício da indústria citado pela consultora foi a fabricação de apoio, por intermédio de grupos de fachada. Segundo ela, a indústria tentar sustentar controvérsias que não possuem fundamento científico, se posicionando, até mesmo, como parceira no controle do tabagismo , além de se utilizar de grupos em defesa dos direitos individuais, de grupos contra os abusos do governo e de grupos contra a pirataria. “A indústria usa de muitos artifícios para revogar leis que atrapalham seus interesses. Nos tribunais, por exemplo, ela questiona a constitucionalidade de leis e de políticas, e alega que o processo foi indevido. Já em tribunais internacionais de comércio, ela se vale da quebra de direitos de marcas registradas e de propriedade intelectual”, explicou.
A experiência do Brasil com sua Política Nacional
Para apresentar as perspectivas da Política Nacional de Controle do Tabaco, o seminário contou a presença da secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro para Controle do Tabaco (Conicq), Tânia Cavalcante. Segundo ela, a convenção é o primeiro tratado internacional de saúde pública que consiste em um conjunto de medidas intersetoriais e de cooperação internacional, assinado por 177 países. A Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro é uma política de Estado, criada por um decreto presidencial em 2003 e tem caráter interministerial.
Tânia explicou que a ratificação da Convenção Quadro pelo Brasil norteia o mapa da Política Nacional de Controle do Tabaco. Várias entidades – Opas/OMS, Fiocruz, Anvisa, Inca, Universidade Federais e Estaduais, Secretarias de Saúde, entre outras – formam o arcabouço de governança e proteção da Política, o que tem garantido que a mesma evolua, independente da vontade política do governo do momento. Essa rede tem interagido com o Congresso Nacional para defender medidas legislativas para controle do tabaco.
O Plano de Enfrentamento as Doenças Crônicas Não Transmissíveis 2011-2022 foi citado pela palestrante como um grande avanço, além da Conicq. Tania também pontuou alguns desafios na governança, como, por exemplo, a visão de que o controle do tabaco no Brasil é um problema superado. “Não podemos baixar a guarda, pois esse é um problema que ainda existe. É preciso integrar a Política Nacional de Controle do Tabaco à Política de Enfrentamento das DCNT, mas sem diluir o esforço concentrado. Além disso, é preciso fortalecer mecanismos institucionais e o controle social para proteger a Política de interferências indevidas, sem deixar de ampliar e fortalecer parcerias no legislativo e judiciário”, destacou a secretária executiva da Conicq.
O contexto mundial do tabaco para o Endgame
Dando fim ao Seminário Internacional sobre as Perspectivas de Controle do Tabaco no Mundo, a fundadora do Cetab e atualmente chefe do Secretariado da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde, Vera da Costa e Silva, comentou sobre a evolução da epidemia de tabaco no mundo. Na opinião da pesquisadora, o sucesso dos países na implementação de políticas abrangentes de controle do tabaco é medido pela redução na proporção da população que faz uso do produto. Quando esta proporção atinge níveis considerados muito baixos - em torno de 5% ou menos - os governos perseguem estratégias que reduzam ainda mais este consumo.
Vera trouxe para a discussão a utilização do termo internacional Endgame (em português, "jogada final"). “Por analogia, o termo é utilizado no processo de novas estratégias de controle do tabaco, que vem sendo concebidas e aplicadas por governos que se aproximam desta meta”, explicou. Em seguida, citou exemplos de políticas de controle do tabaco que seriam inovadoras, como a redução da demanda e da oferta e uma possível desnormalização. Como exemplos de propostas acadêmicas para o ‘Endgame’, a pesquisadora citou ainda a licença para fumar; a redução na disponibilidade da oferta do tabaco; e a imposição do limite de lucros, com a regulação do preço.
Alguns países já estão engajados no Endgame e vem adotando medidas para controlar o uso de tabaco. O Butão foi o primeiro país a proibir a venda de produtos de tabaco, em 2004. Em 2010 a Finlândia aprovou uma lei que pretende abolir o uso do tabaco. Além disso, até 2040, através de uma campanha da sociedade civil - Savuton Suomi - o país pretende ser livre de fumo. Já na Irlanda, a estratégia do governo consiste em 60 recomendações para reduzir significativamente o tabagismo durante os próximos doze anos, levando a limites de prevalência menores que 5%.
A Escócia, em 2013, lançou uma nova estratégia visando a criação de uma geração livre de tabaco até 2034. Já a Austrália foi o primeiro país a introduzir embalagens genéricas obrigatórias em todos os produtos de tabaco. O Brasil é primeiro país a banir cigarros aromatizados e com sabor, incluindo o mentol. A chefe do Secretariado da Convenção-Quadro expôs ainda as facetas do tabaco, que pode ser visto como droga, produto legal ou commodity e questionou se a melhor opção é proibir ou regular. “Mesmo o fato de o Butão ter sido o único país a tornar a venda de tabaco ilegal, aparentemente, não conseguiu zerar o consumo da substância. Tal fato sugere que, ao invés da proibição, o caminho a seguir pode ser o da regulação”, apontou.
Por fim, Vera destacou que as políticas que visam atingir o Endgame do tabaco devem abordar de forma sistêmica a droga que causa dependência, a commodity que gera dependência econômica, e o produto que goza de um estado legal. “Os países devem implementar plenamente a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e seus protocolos e ir além das medidas previstas pelo tratado com o objetivo de preservar a saúde pública”, concluiu.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dona Libânia realiza cursos sobre psoríase e hanseníase

O Centro de Dermatologia Sanitária Dona Libânia, unidade referência da Secretaria da Saúde do Estado, realizará nos dias 13 e 14 deste mês o Curso de Atualização em Psoríase, destinado a médicos dermatologistas. De 25 a 29 de agosto, haverá outro curso. É o Curso de Ações Básicas em Hanseníase para profissionais das equipes de saúde da família e da rede de unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), com 30 vagas. Informações sobre inscrições e horários dos cursos pelo telefone (85) 3101.5435.

A psoríase é uma doença inflamatória da pele, benigna, crônica, relacionada à transmissão genética e que necessita de fatores desencadeantes para o seu aparecimento ou piora (principalmente no inverno). Afeta 1 a 2% da população mundial. Acomete igualmente homens e mulheres, embora o início seja mais precoce nas mulheres. Existem dois picos de idade de prevalência: antes dos 30 e após os 50 anos. E, em 15% dos casos, surge antes dos dez anos de idade.

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. Apresenta múltiplas manifestações clínicas e se exterioriza, principalmente por lesões dos nervos periféricos e lesões cutâneas. Em um país endêmico como o Brasil, em qualquer pessoa com alteração de sensibilidade na pele deve-se pensar em hanseníase. Situações de pobreza como precárias condições de vida, desnutrição, alto índice de ocupação das moradias e outras infecções simultâneas podem favorecer o desenvolvimento e a propagação da hanseníase.


A transmissão se dá entre pessoas. Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis. O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o bacilo. O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumenta a chance da pessoa se infectar. Assim que a pessoa doente começa o tratamento deixa de transmitir a doença.

Assessoria de Comunicação da Sesa
Selma Oliveira / Marcus Sá / ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br )

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dia do cardiologista: o que fazer para ter um coração saudável?

A cardiologia sempre me chamou atenção pela objetividade. O cardiologista é o especialista que intervém no momento mais crucial da vida de uma pessoa, salva vidas, foi o que me chamou para a profissão”. É com essa declaração que a médica Danielli Lino, da equipe do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, da rede pública estadual, define o sentimento que a levou a escolher a cardiologia, no dia do cardiologista, 14 de agosto. Ela atua na área há quatro anos. Formada pela Universidade Federal do Ceará, além de residência em cardiologia fez também residência em clínica geral. No total, 10 anos de formação em medicina. Referência em cardiologia e pneumologia, o Hospital de Messejana tem 92 médicos cardiologistas.
Mais um pouco de prosa e a cardiologista Danielli Lino confessa: "melhor mesmo era que todos cuidassem da própria saúde para não adoecerem do coração". Como isso é possível? “Pode parecer batido, mas nunca é demais repetir”, diz ela. “Nós sempre procuramos orientar os pacientes para que tenham hábitos de vida saudáveis. Você pode até ter uma predisposição familiar, genética, isso não podemos mudar, mas o que a gente pode fazer é ter uma boa alimentação e controlar os fatores de riscos que levam às doenças mais graves”. E explica mais. “É preciso controlar a pressão arterial , o colesterol e evitar o tabagismo. Também é necessário praticar exercícios físicos, evitar o sedentarismo. São coisas simples. Mas o simples é o mais difícil. Mais fácil é tomar medicação, que é o que muita gente acha, mas não é o correto.”
A médica explica ainda que é prudente procurar um cardiologista a partir dos 45 anos de idade ou em caso de fazer parte de um grupo de risco. Entre os principais grupos de risco estão as pessoas com diabetes, os idosos, as mulheres na menopausa e as pessoas que têm familiares com doenças do coração.
A população precisa aprender a se alimentar corretamente e fazer exercícios regularmente. Como boa alimentação, Danielli Lino recomenda uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais e alimentos pobres em gorduras saturadas. “O prato certo é o colorido. Quanto mais cheio de vegetais e alimentos cozidos ou assados, no lugar dos fritos, melhor”, ensina. Na prática de exercícios, a cardiologista recomenda “Três a cinco vezes de prática por semana, com duração de 30 minutos. Dá para começar pela caminhada.”
Assessoria de Comunicação do Hospital de Messejana
Letícia Amaral: (85) 3101.4092 / 8707.2664)