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terça-feira, 10 de maio de 2016

Bioética e zika pautaram debate em seminário internacional

Que populações priorizar quando há recursos escassos para a execução de políticas públicas de saúde? Como lidar com as informações dos pacientes em meio à epidemia de zika diante da urgência de se compartilhar dados para garantir o avanço dos estudos sobre a doença? Dilemas éticos como esses estiveram no centro das discussões da quarta edição do seminário Global Health Ethics na última quinta-feira (5/5). Iniciativa do Centre for Global Health Histories da Universidade de York e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o evento é promovido pela primeira vez na América, com organização da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).
A importância das discussões éticas relacionadas a questões de saúde global e de saúde pública foi ressaltada pela conselheira regional em bioética da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carla Saenz. “O trabalho em saúde pública tem silenciado muito no que se refere aos temas de ética. Assumiu-se que promover a saúde da população é algo fácil e que ter boa intenção basta para fazê-lo de maneira ética”, diz. Ela rechaçou a visão de que as questões éticas possam resolvidas puramente recorrendo-se à legislação. “Assumiu-se que a lei resolve todas as questões éticas. Porém, não se tratam de problemas da lei. A lei não deve governar toda a nossa vida moral”, afirmou.
Diante da atual epidemia de zika, por exemplo, e das questões éticas que surgem em relação ao seu enfrentamento e ao desenvolvimento de pesquisas sobre a doença, a Opas desenvolveu um relatório com recomendações de ética sobre o tema, revelou Carla. O documento, que será lançado em algumas semanas, trará orientações em três campos. Referente à atenção à saúde, o primeiro será dedicado à questão das mulheres em idade fértil, que inspiram maior atenção em razão dos riscos a que estão expostas. Outra seção, voltada à saúde pública, analisará como levar adiante intervenções de vigilância. Por último, o relatório abordará questões relativas a pesquisa.
“Não sabemos muitas coisas [sobre a doença], e tomar decisões é muito desafiador, então o tema final é a pesquisa, sobretudo a pesquisa com seres humanos”, disse Carla, sem adiantar quais serão as recomendações do relatório em cada um dos três campos. Elaborado a partir de consultas a especialistas em bioética da região, o documento está em revisão e, depois de passar por um processo de aprovação, estará disponível gratuitamente na página da Organização Pan-americana da Saúde.
Pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) Sergio Rego, dedicado à temática da bioética, afirmou que as decisões sobre saúde pública não devem ser tomadas apenas por autoridades ou profissionais da área. “Em relação ao zika vírus, por exemplo, haverá uma série de decisões muito importantes que não devem ser levadas à frente sem que o debate seja estendido à sociedade. Como e por quem a vacina e medicamentos serão testados? Como dar suporte às crianças com microcefalia e outras lesões neurológicas ocasionadas pelo vírus? A mulher terá o direito de interromper a gravidez? É preciso colocar reflexões como estas nas ruas e nos gabinetes para planejar previamente as ações”, avaliou.
Zika: os desafios bioéticos do compartilhamento de dados
Ao abordar a importância da coleta de dados em momentos de epidemias, Abha Saxena, da Organização Mundial da Saúde (OMS) também reforçou a necessidade de se envolver a população nas discussões. “Há muitos desafios implícitos na coleta de dados que devemos endereçar abertamente. Como coletar dados e manter as pessoas envolvidas de forma a inspirar-lhes confiança?”, questionou.
Na avaliação dela, da epidemia de ebola na África até o atual surto de zika, houve avanço no debate de questões referentes aos limites do compartilhamento de informações. “Uma vez que os dados sejam coletados, o que se deve compartilhar? Com quem e em que medida deve-se compartilhá-los de forma a evitar a estigmatização das populações das quais esses dados foram coletados?”, questionou Abha.
A importância de se levar em considerações os pontos de vista locais no que se refere a questões de saúde global também foi defendida pelo diretor do Centre for Global Health Histories, Sanjoy Bhattacharya. “A bioética nos permite desenvolver um enquadramento moral e equitativo a partir do qual podemos fazer uma pesquisa e entender melhor as pessoas que estamos tentando ajudar”, disse. “Uma vez que se entenda que as considerações éticas locais são importantes, é preciso compreender a política, a economia e os determinantes sociais locais para que se gerem políticas públicas adequadas.”
Para a pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz Magali Romero Sá, uma das organizadoras do seminário, importantes discussões bioéticas atuais - como as que foram travadas no evento -devem ser ampliadas e levadas além dos círculos científicos. “Há diversas discussões éticas em pauta hoje, no que se refere à zika e à microcefalia, como a questão das mulheres grávidas e o debate sobre o aborto. Há ainda a questão da utilização de mosquitos transgênicos e inoculados com a bactéria Wolbachia como forma de combater doenças como zika e dengue. É preciso explicar à população por que isso está sendo feito e quais os benefícios esperados”, disse.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Sesa divulga notas técnicas sobre chikungunya e zika


 A Secretaria da Saúde do Estado divulgou as Notas Técnicas sobre Notificação de Casos de Febre Chikungunya e sobre a Vigilância do Zika Vírus no Ceará. Baseadas em recomendações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) e destinada às coordenadorias regionais de saúde (CRES), municípios, hospitais, clínicas, unidades de saúde e laboratórios, as Notas Técnicas alertam sobre as alterações na notificação de casos de chikungunya e orientam os serviços e profissionais de saúde sobre a notificação compulsória de todos os casos supeitos de zika.

Veja aqui a Nota Técnica Notificação de Casos de Febre de Chikungunya

Veja aqui a Nota Técnica Vigilância do Zika Vírus no Ceará






Assessoria de Comunicação da Sesa

quarta-feira, 9 de março de 2016

Epidemia de zika deve durar cinco anos, diz especialista em vírus

Em cinco anos, o vírus da zika deve deixar de circular entre nós. Pelo menos, esse é o palpite do norte-americano Scott Halstead, 86, uma das maiores autoridades do mundo quando o assunto é vírus transmitidos por mosquitos. Em entrevista à revista Science, ele afirmou que quando 80% da população pega o vírus, ela se torna imune a ele e, por isso, a transmissão acaba sendo bloqueada.
Halstead baseia suas ideias em pesquisas feitas por ele sobre o chikungunya na Tailândia nos anos 1960. "Estudamos intensivamente chikungunya e ele estava em todos os lugares na Tailândia. Mas, por volta de 1975, o chikungunya simplesmente desapareceu do país", afirma. O chikungunya é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito transmissor da dengue e zika.
Segundo ele, o vírus tornou-se endêmico no país porque houve uma elevação na população do mosquito Aedes aegypti e de habitantes. "Quando eu estava na Tailândia, cada casa tinha ao menos seis pessoas vivendo. Na década de 1970, o planejamento familiar foi introduzido no país e as pessoas passaram a ter apenas dois filhos por família. Com menos pessoas, foi reduzida a porcentagem da população suscetível que mantinha o vírus circulando", explica.
O cientista explica que o ciclo entre a epidemia do vírus e seu desaparecimento se repetiu na Índia, quando o chikungunya deixou a África e atingiu o país, em 1963.
[O chikungunya] desapareceu do país [Índia] em mais ou menos cinco anos. É o mesmo com a zika
Scott Halstead afirma que os vírus costumam "sumir" e voltar décadas mais tarde a atingir a população de maneira importante. Na entrevista à Science, ele diz que uma epidemia de chikungunya foi descrita na década de 1870 pelo médico de um sultão de Zanzibar, arquipélago que fica na costa da Tanzânia, na África.
"Ele viu o vírus aparecer em Zanzibar, cruzar o oceano Índico e criar uma epidemia na Índia. Em conversas com pessoas mais velhas que viviam em Zanzibar, o médico notou que uma epidemia ocorrida em 1823 havia se espalhado do Cabo da Boa Esperança para o Caribe", conta. Ele afirma, no entanto, que as causas dessa periodicidade é um mistério.

Anticorpos contra dengue podem ter modificado zika

Halstead ainda tem outro palpite: os anticorpos produzidos durante epidemias de dengue são capazes de tornar infecções pelo vírus da zika mais severas, e isso estaria por trás do aumento dos casos de microcefalias em bebês e de síndrome de Guillain-Barré em adultos. Isso aconteceria porque a zika é geneticamente muito parecida com a dengue.
"Anticorpos da dengue estão tornando o vírus da zika mais complexo. O sistema imunológico está infectando monócitos (grupo de células que tem a função de defender o organismo de corpos estranhos), então há uma quantidade muito maior de vírus produzido. Talvez, a partir de uma determinada concentração de vírus, ele ganhe a capacidade de atravessar a placenta", afirma.
Ele considera essa uma hipótese muito provável. "Eu apostaria muito dinheiro nisso", brinca.
Do UOL, em São Paulo

terça-feira, 8 de março de 2016

IPC alerta para importância do diagnóstico precoce do câncer


  Nesta terça-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Instituto de Prevenção do Câncer chama a atenção para a importância da prevenção do câncer de mama e colo do útero. Com o objetivo de cuidar e tirar dúvidas sobre a doença, até o dia 10 de março, no turno da manhã, a equipe de enfermagem estará em um stand, no salão principal, distribuindo folhetos e orientando o público sobre prevenção e tratamento.

Dentre todos os tipos de câncer, o do colo de útero é o que apresenta um dos mais altos índices de cura, se diagnosticado precocemente. A prevenção da doença é feita através da realização regular de exames preventivos, sobretudo o Papanicolau, que detecta a doença nos estágios iniciais, aumentando assim as chances de sucesso do tratamento. O exame é simples e é realizado com a coleta de material do colo do útero, utilizando espátula e escovinha. Todas as mulheres que tem ou já tiveram atividade sexual, principalmente aquelas com idade de 25 a 64 anos devem fazer. Mulheres grávidas também podem fazer o preventivo.

O meio mais comum de contágio da doença é através da infecção pelo vírus HPV. Além de aspectos relacionados à infecção pelo vírus, outros fatores ligados a imunidade, genética e comportamento sexual parecem influenciar na contaminação. Desta forma, o tabagismo, a iniciação sexual precoce, a multiplicidade de parceiros sexuais e o uso prolongado de contraceptivos orais são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero.


Já o câncer de mama, os fatores de risco são: idade avançada, exposição prolongada aos hormônios femininos, o excesso de peso e o histórico familiar. Além disso, mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 35 anos, não amamentaram, fizeram uso de reposição hormonal, menstruaram muito cedo (antes dos 12 anos) e entraram mais tarde na menopausa (acima dos 50 anos). No entanto, há casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de riscos citados. O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença e das condições biológicas da paciente. O primeiro passo é fazer o diagnóstico completo com análises clínicas e biópsia para descobrir se o tumor é benigno ou maligno. Então, o médico faz a indicação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia ou das práticas combinadas, de acordo com cada caso.


Instituto de Prevenção do Câncer

O Instituto de Prevenção do Câncer foi o primeiro serviço de prevenção do câncer no Ceará. Inicialmente, realizava somente a prevenção do câncer genital feminino. Depois incorporou outros serviços, entre eles diagnóstico precoce do câncer de mama e pele. O acesso dos pacientes aos serviços ocorre através das centrais de marcação de consultas do Estado e do município de Fortaleza. Atualmente, a unidade conta com  catorze ambulatórios, divididos em serviços de enfermagem, mastologia e ginecologia. Além dos setores de mamografia, ultrassonografia e o centro cirúrgico, para cirurgias de retirada de nódulo na mama, conização do colo do útero (procedimento cirúrgico no qual um pedaço em formato de cone é retirado do órgão para a realização de uma biópsia) e pele para os pacientes atendidos na instituição. O IPC tem uma equipe multidisciplinar, formada por ginecologistas, mastologistas, enfermeiros, radiologistas e dermatologistas.

Especial Mês da Mulher



Como parte da série de matérias focadas na saúde do público feminino, em homenagem ao Dia da Mulher, o IPC publica todas as terças-feiras do mês de março a série “Se cuidar também é um ato de amor”. Nesta terça-feira, 8, será publicada uma matéria especial sobre câncer de mama.

Assessoria de Imprensa - IPC/ Lacen / CIDH 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Regionais da Sesa promovem ações de enfrentamento ao Aedes aegypti

Um dia planejado para a cidade toda ficar envolvida com ações de prevenção ao mosquito, desde  a distribuição de folder casa a casa, de comércio em comércio, de escola em escola, de igreja em igreja, até o telamento de caixas d`água. Será assim em Itapipoca na próxima terça-feira, 1º de março, uma ideia da 6ª Coordenadoria Regional da Secretaria da Saúde do Estado, que será desenvolvida juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, Câmara de Dirigentes Lojistas, Ordem dos Advogados do Brasil e outras instituições. Tudo para envolver todos os segmentos e a população na prevenção e controle do Aedes aegypti que, além da dengue, transmite a chikungunya e a zika, com o agravante de que há, em diferentes Estados, casos de microcefalia confirmados de relação com a zika. No Ceará, há um caso de microcefalia relacionado à zika.

 A programação na terça-feira começa às 7h30min, na Praça São Sebastião, no Centro de Itapipoca, com uma caminhada que sai às ruas de diferentes bairros da cidade. Há bairros que estão com índices de infestação do mosquito altos, como o Boa Vista, com 4.34%, Contendas, com 4,14% e Madalena com 3,20%. Só é considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde quando de 100 imóveis visitados em apenas um os agentes encontram focos do Aedes aegypti. Durante a caminhada quem estiver pelo caminho receberá folderes e botons da campanha ¨Todos contra o mosquito¨, elaborada e lançada pelo Governo do Estado. Ao mesmo tempo em que mobiliza a população para atitudes de cuidados permanentes com tudo que pode acumular água e servir de criadouros para o mosquito, a "cruzada", como o coordenador da 6ª CRES, Mário Couto, chama a ação do dia 1º de março, inclui também o telamento de  caixas d´água. Nesta sexta-feira, 26 de fevereiro, a Secretaria da Saúde do Estado liberou 30 rolos de telas, suficientes para vedar 750 imóveis em Itapipoca. 
 
Nas áreas de abrangência das regionais de saúde de Russas e Sobral, além de caminhadas, mobilizações nas escolas, está sendo priorizada a capacitação das brigadas nos órgãos públicos, criadas a partir de decreto do Governador do Estado, Camilo Santana. Segundo o coordenador da  9ª CRES, Israel Guimarães Peixoto, foram capacitados mais de 800 agentes públicos para atuação nas brigadas de inspeção nos prédios públicos,  incluindo prefeitos, secretários municipais, professores, profissionais da saúde, servidores públicos na região de saúde de Russas. A região é  formada  pelos municípios de Jaguaretama, Jaguaruana, Morada Nova, Palhano e Russas. Há brigadas em todos os prédios públicos, incluindo os municipais, estaduais e federais, responsáveis pela inspeção de focos do mosquito para evitar que se multipliquem e ameacem ainda mais a saúde da população.
 
A coordenadora da 11ª CRES, Lucila Magalhães Rodrigues, afirma que o trabalho de prevenção e controle do mosquito na área de abrangência da região é intenso. Ela mostra, com empolgação, através do celular, fotos e imagens de diferentes mutirões nos municípios, treinamentos das brigadas, reuniões da Comissão Intergestores Regional (CIR) com a pauta enfrentamento à microcefalia, realização de dia "D", mobilizações nas escolas com os estudantes sendo importantes agentes de informação de prevenção ao mosquito. 

Assessoria de Comunicação da Sesa

Oficina capacita para substituição de vacina antipólio

A Secretaria da Saúde do Estado inicia nesta segunda-feira, 29 de fevereiro, as oficinas macrorregionais para apresentação das estratégias para a erradicação da poliomielite no mundo até 2018.  A partir de abril deste ano, os países devem substituir a vacina oral trivalente pela oral bivalente, principal estratégia do plano de erradicação da paralisia infantil, que deve ser adotada globalmente e de forma simultânea em todos os países que ainda utilizam a vacina oral, como o Brasil, onde a poliomielite foi erradicada em 1989. A primeira oficina de capacitação dos coordenadores de imunizações dos municípios e das coordenadorias regionais de saúde acontecerá em Fortaleza, no auditório Waldir Arcoverde, Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema, a partir das 10 horas, envolvendo as regiões de saúde de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Baturité, Itapipoca e Cascavel.

O Brasil é um dos países que mais consegue vacinar e já eliminou doenças graves de circulação. A poliomielite foi erradicada no Ceará em 1988 e, no Brasil, em 1989. Há 28 anos nenhum caso de paralisia infantil é registrado no Estado, mas para manter a doença cada vez mais longe das crianças o Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde mobilizam todos os anos as famílias para a Campanha Nacional de Vacinação. Há alguns países ainda com registro de casos, onde a poliomielite é considerada endêmica, segundo a Organização Mundial de Saúde. Hoje a doença afeta um número reduzido de crianças ao redor do mundo. No entanto, essa situação pode mudar rapidamente se a erradicação não for completa, uma vez que a doença tem potencial epidêmico. A substituição da vacina oral trivalente pela oral bivalente é parte de um processo gradual que deverá ser concluído entre 2019 e 2020 o encerramento da utilização de vacina oral contra a pólio em todo o mundo.

As oficinas de capacitação de coordenadores de imunização terão continuidade no dia 1º de março, terça-feira, em Quixadá, para os municípios das regiões de saúde da Macrorregião do Sertão Central; 2 de março, quarta-feira, em Limoeiro do Norte, para os municípios das regiões de saúde da Macrorregião Litoral Leste/Jaguaribe; 3 de março, quinta-feira, em Sobral, para os municípios das regiões de saúde da Macrorregião de Sobral; e em 4 de março, sexta-feira, em Juazeiro do Norte, para os municípios das regiões de saúde da Macrorregião do Cariri.


CALENDÁRIO DAS OFICINAS


Data
Regiões de Saúde
Local
Hora
29/02/2016
1ª – Fortaleza
2ª – Caucaia
3ª – Maracanaú
4ª – Baturité
6ª – Itapipoca
22ª – Cascavel
Auditório Waldir Arco Verde/SESA/Fortaleza/CE
10 às 13hs
01/03/2016
5ª – Canindé
8ª – Quixadá
14ª – Tauá
Auditório da CRES Rua Dr. Eudásio Barroso nº 847, Centro, Quixadá -CE.
10 às 13hs
02/03/2016
7ª – Aracati
9ª – Russas
10ª – Limoeiro do Norte
Auditório da Secretaria  Municipal de Assistência Social de Limoeiro do Norte. Localizado na rua Sindulfo Chaves, 1889. Ao lado da rodoviária.
10 às 13hs
03/03/2016
11ª – Sobral
12ª – Acaraú
13ª – Tianguá
15ª – Crateús
16ª – Camocim
Auditório do  Hospital  Regional  Norte, Avenida John Sanford , 1505  Bairro Junco/ Sobral /CE.
10 às 13hs
04/03/2016
19ª – Brejo Santo
20ª – Crato
21ª – Juazeiro do Norte
17ª – Icó
18ª - Iguatu
Auditório do CEREST
Endereço: R. Tab. João Machado, 195 - Santa Tereza, Juazeiro do Norte - CE
11 às 14hs



Assessoria de Comunicação da Sesa

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Saúde capacita profissionais do Cariri em microcefalia e arboviroses



O auditório do Centro de Eventos do Cariri, no dia 24 deste mês, ficará lotado de médicos e enfermeiros e de coordenadores e técnicos de vigilância epidemiológica das cinco regiões de saúde que integram a macrorregião do Cariri – Crato, Juazeiro do Norte, Brejo Santo, Icó e Iguatu. Cerca de 450 profissionais participarão do "Simpósio estadual para vigilância epidemiológica e assistência de microcefalia e arboviroses", que a Secretaria da Saúde do Estado realizará das 13 às 18 horas.

Sete temas, além da abertura feita pelo coordenador da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Márcio Garcia, relacionados à microcefalia, zika, dengue e chikungunya, que estão na rotina de atendimento dos profissionais, serão abordados por especialistas durante o simpósio. Entre os temas, destaques para "Microcefalia congênita", que será abordada pelo obstetra do Hospital Geral César Cals, Manoel Martins Neto. "Como reconhecer casos de crianças afetadas pela zika intraútero" será o tema apresentado pela neonatologista e geneticista do Hospital Infantil Albert Sabin, Erlane Marques Ribeiro.

Daniele Rocha Queiroz Lemos, supervisora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, falará sobre o "Protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia e malformações congênitas relacionadas a infecções perinatais". Outro assunto abordado: "Diagnóstico laboratorial da etiologia da microcefalia", por Fernanda Montenegro de Carvalho Araújo, responsável pelo diagnóstico das arboviroses do Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará – Lacen, da rede pública do Governo do Estado.

Como as arboviroses dengue, zika e chikungunya só existem porque há o mosquito transmissor, o simpósio também traz o tema "Ferramentas disponíveis e perspectivas para o controle do Aedes aegypti", com o biólogo e professor da Faculdade de Medicina da UFC, Luciano Pamplona. O infectologista e presidente do Comitê Estadual de Investigação dos Óbitos por Dengue, Afonso Bezerra Lima, participa da programação do simpósio, falando sobre "Manejo clínico da dengue, chikungunya e zika".

Mais informações com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvep/Coprom/Sesa) - (85) 3101.5214  e secretarias municipais de saúde

Assessoria de Comunicação da Sesa